“Eles não economizaram aqui”, afirma, solícita, uma das vendedoras dos 130 apartamentos do Solar Tambaú, empreendimento imobiliário de luxo à beira-mar em João Pessoa, na Paraíba. “Além dos milhões e milhões que colocaram aqui para comprar o terreno, ainda investiram bastante nos apartamentos. Ele trouxe tudo o ‘top do top’ de construção no mundo”, afirma a jovem vendedora, sobre seu chefe português.

De fato, na construção do edifício não houve um traço de austeridade: os R$ 20 milhões que, estima-se, foram gastos para erguer o condomínio saltam aos olhos nos apartamentos com iluminação controlada pelo celular, esquadrias alemãs e mosaicos italianos. E a 30 quilômetros dali o mesmo investidor angolano teria gasto outros R$ 70 milhões para construir um dos mais luxuosos resorts do litoral paraibano, o Mussulo, cujos mais de cem bangalôs representaram durante anos a pujança do investimento estrangeiro no Nordeste.

A suntuosidade de ambas as construções, contudo, disfarça a origem dos recursos que as tornaram possíveis: uma rota de desvio, sonegação e lavagem de dinheiro internacional, segundo a Polícia Federal (PF). Durante cerca de sete anos, a PF investigou o homem por trás dessa rota: o angolano José Carlos de Castro Paiva, figura de confiança do político que governou Angola por quase 40 anos – José Eduardo dos Santos. Castro Paiva foi durante 25 anos diretor-geral em Londres da poderosa estatal petrolífera angolana, a Sonangol.

Segundo um inquérito da PF obtido pela Agência Pública, Castro Paiva desviou dinheiro sujo do país africano para os empreendimentos imobiliários na costa paraibana. A complexa trama de ocultação de moedas e patrimônio, operada por meio de uma série de empresas em paraísos fiscais, envolveria também a filha do ex-presidente de Angola, Isabel dos Santos, a mulher mais rica da África e alvo da série de reportagens do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) do qual a Pública participa: a Luanda Leaks.

A investigação da PF que apontava indícios de peculato, desvio de verbas, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro contra Castro Paiva foram enviadas ao MPF. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o inquérito corre em sigilo.

De toalha, lavando dinheiro no Brasil

José Carlos de Castro Paiva estava na cama com uma mulher não identificada, usando apenas toalha enrolada na cintura, quando a PF entrou no quarto do hotel onde se hospedara em João Pessoa. Era 2017, cerca de sete anos após as autoridades terem colocado o banqueiro angolano no radar, em busca da origem do dinheiro estrangeiro que financiava empreendimentos milionários na costa da Paraíba.

Foram contatos no setor imobiliário que deram a pista à PF: os mesmos empresários que haviam construído o famoso resort Mussulo, no litoral sul do estado – inaugurado em 2009 –, finalizavam um segundo empreendimento luxuoso, dessa vez na própria capital. Era o Solar Tambaú, prédio de cinco andares no privilegiado ponto da orla da cidade onde grandes letras fincadas no calçadão proclamam “Eu <3 Jampa”. Inaugurado em 2017, o Solar Tambaú tem vista para o ponto de parada obrigatório para qualquer turista que visita a cidade.

O homem por trás de ambos os negócios, Castro Paiva, trazia milhões do exterior por meio de contas estrangeiras em empresas em paraísos fiscais, irrigando os cofres do resort e do Solar Tambaú.

A trama se revelou ainda mais intrincada quando a polícia obteve o mandado de busca e apreensão e surpreendeu Castro Paiva no hotel. Trêmulo e nitidamente envergonhado, o angolano entregou às autoridades o celular com suas prolíficas conversas via WhatsApp.

As mensagens revelaram, além de um estilo de vida regado a champanhe francês Moët & Chandon, a proximidade de Castro Paiva com o ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, com membros do alto escalão do Banco Angolano de Investimentos (BAI), além de um operador financeiro investigado pelo Senado dos Estados Unidos.

E mais: documentos e uma agenda apreendidos revelaram registros de transações financeiras que indicavam um esquema de triangulação de dinheiro que saía de Angola, passava por empresas em paraísos fiscais e aportava no litoral da Paraíba.

De acordo com as investigações, Castro Paiva teria internalizado divisas estrangeiras equivalentes a cerca de R$ 13 milhões para a construção do resort Mussulo em 2009, por meio de uma obscura empresa chamada Mobilware, registrada na ilha caribenha de Dominica. O contrato para a vinda do dinheiro foi fechado com um homem apontado como “laranja” no esquema e o banco Sul Atlântico, com sede em Praia, capital do Cabo Verde.

A Pública procurou Castro Paiva através do Banco Angolano de Investimento e questionou o angolano sobre as acusações da PF e sua relação com o Resort Mussulo e o Solar Tambaú. A reportagem também perguntou a Castro Paiva sobre as denúncias de corrupção em Angola e desvio de dinheiro público das estatais africanas, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

Segundo a PF, os milhões terminaram na conta da GBF Empreendimentos Imobiliários e de Turismo, empresa registrada na Paraíba cujo dono de fato seria o português João Carlos Guerra Alves Pina Ferreira.

Segundo o inquérito, Pina Ferreira é um personagem-chave no esquema angolano: empreiteiro residente em João Pessoa, ele seria o sócio majoritário da empresa Mussulo Ltda., para a qual Castro Paiva destinou dinheiro vindo do exterior. Além de ex-diretor da GBF, Pina Ferreira é presidente da JCP Construções e Incorporações, empresa da qual Castro Paiva é conselheiro de administração. Ele teria atuado como gerente operacional tanto na construção do Resort quanto na do Solar.

A reportagem buscou insistentemente Pina Ferreira, que não respondeu às ligações da Pública. Também buscamos o empresário através de suas empresas GBF e JCP, sem sucesso.

Em 2017, cerca de oito anos após a inauguração do resort, mais dinheiro chegaria via Mussulo. Dessa vez, a transação ocorreu por meio da empresa que é proprietária do empreendimento, uma sociedade anônima também de nome Mussulo, porém registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, arquipélago do Caribe pertencente ao Reino Unido.

Desse paraíso fiscal partiram US$ 4 milhões, enviados via Geneva Wealth Capital Management, uma offshore de propriedade de Leonard Cathan, homem apontado pelo inquérito policial como um especialista em transações financeiras para ocultação de patrimônio. Em outras palavras, um profissional em lavagem de dinheiro.

Cathan, que estava na Paraíba com Castro Paiva em 2017, também teve seus documentos apreendidos pela PF. De acordo com o material analisado pelos policiais, ele maneja uma série de empresas offshore em benefício de Castro Paiva, como a Geneva.

A lista de offshores inclui a Investec Bank, registrada em um terceiro paraíso fiscal, as Ilhas Maurício, arquipélago no oceano Índico a cerca de 2 mil quilômetros da costa sudeste do continente africano. Segundo as investigações, a Investec Bank de Cathan era usada também por Isabel dos Santos, filha do então presidente angolano que era tido como um ditador por organizações de direitos humanos.

A reportagem buscou Cathan através da Geneva, mas não obteve resposta até a publicação.

Dinheiro do petróleo angolano roda o mundo em paraísos fiscais

José Carlos de Castro Paiva é um angolano de Golungo Alto, da província de Cuanza-Norte, que começou a carreira no mercado bancário português e passou a atuar no governo de Angola logo após o país ter se tornado independente, em 1975. Em 1976, já ocupava uma cadeira no importante Ministério de Recursos Minerais e Petróleo, de onde subiu posições até ocupar o posto de chefe do departamento de comercialização.

Era uma época de ascensão para a indústria petrolífera nacional: há registros de exportação de petróleo angolano desde o século 18, mas foi a partir da década de 1960 que a produção de fato escalou, culminando com a criação da estatal Sonangol – a Petrobras de Angola – em 1975. O petróleo passou de coadjuvante na economia angolana para representar cerca de um terço do PIB do país. Hoje, Angola é o segundo maior exportador da África, atrás da Nigéria, e faz parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opec).

Os passos seguintes de Castro Paiva, que se tornou um homem de confiança do presidente José Eduardo dos Santos, foram justamente na Sonangol – ele ocupou o cargo de diretor-geral da empresa na filial do Reino Unido entre 1987 e 2012 e, depois, permaneceu como administrador não executivo da estatal. Ao mesmo tempo, a partir de 1999, assumiu posições importantes no Banco Angolano de Investimentos, o primeiro banco privado do país, mas cujo sócio majoritário é a própria estatal de petróleo Sonangol.

A relação entre ambas as empresas é íntima – e problemática. Em 2010, uma investigação do Senado dos Estados Unidos apontou que executivos da Sonangol ocupavam cargos-chave no BAI e que o próprio Castro Paiva detinha 18,5% das ações do banco a partir de empresas offshore com o objetivo de “não atrair atenção indesejada” à sua participação no banco, segundo o Senado americano. Por meio das empresas offshore, Castro Paiva teria alcançado o posto de sócio majoritário do banco.

Foi na Sonangol que Castro Paiva teve ligação direta com Isabel dos Santos, filha mais velha de José Eduardo dos Santos. Segundo investigação do jornalista investigativo Rafael Marques, recursos desviados da filial da Sonangol no Reino Unido – da qual Castro Paiva foi diretor e, em seguida, administrador – chegavam à offshore Investec das Ilhas Maurício: justamente a empresa operada por Leonard Cathan, especialista em transações financeiras que trouxe o dinheiro de Castro Paiva à Paraíba.

Da Investec, o dinheiro da Sonangol seria usado por Isabel dos Santos para remunerar ilegalmente executivos da própria estatal, à época presidida por ela mesma, que apoiariam a sua direção à frente da petrolífera. Um petrolão à angolana.

Com um patrimônio estimado pela Forbes em algo próximo de US$ 2,3 bilhões, Isabel dos Santos entrou para o noticiário financeiro como a primeira mulher bilionária da África e a mais rica do continente. Além de ter dirigido a Sonangol, atuou junto à Sodiam, estatal de diamantes, possui uma joalheria suíça, é dona de uma rede de supermercados e tem participação em empresas como a Unitel (de telecomunicações), a ZAP (canal de TV) e o banco privado BIC.

Mais recentemente, Isabel também tem aparecido no noticiário pela suspeita de ter desviado US$ 1 bilhão – o equivalente a cerca de R$ 4 bilhões – de recursos públicos para a sua fortuna pessoal.

Ao final de dezembro do ano passado, a Procuradoria-Geral da República de Angola confiscou bens e contas bancárias de Isabel, de seu marido congolês, Sindika Dokolo, e de Mário Leite da Silva, presidente do Banco de Fomento de Angola. Já a Polícia Judiciária Portuguesa interceptou uma transferência de 10 milhões de euros que ela tentava enviar à Rússia por meio da Sonangol e da Sodiam, estatal de diamantes. A filha mais velha do ex-presidente angolano deixou de viver no país há um ano, segundo notícias da imprensa.

Em entrevista ao Financial Times em janeiro, Isabel disse estar em um inespecífico “país africano”, enquanto uma reportagem do jornal português Expresso afirmou que ela possui residência fixa em Dubai, nos Emirados Árabes.

Isabel nega todas as acusações.

Um solar de luxo escolhido a dedo pelo dinheiro angolano

As transações financeiras de Castro Paiva na Paraíba, segundo as investigações da PF, não se limitaram “apenas” aos milhões que entraram no resort via paraísos fiscais no Caribe e na costa da África. O angolano recorreu também a uma figura conhecida pelas autoridades internacionais de combate ao desvio de dinheiro: um operador financeiro chamado Theodore Jameson Gilleti, que opera o banco britânico Standard Chartered Bank.

O banco, que foi condenado nos EUA a pagar uma multa de US$ 227 milhões por transações financeiras ilegais, tem forte atuação em Angola – a estatal de seguros do país, a Ensa, detém 40% das suas ações. Gilleti é diretor no BAI.

De acordo com a PF, Gilleti movimenta dólares americanos do BAI para beneficiar os controladores da instituição, como Castro Paiva, além de interceder para liberar limites milionários nos cartões de crédito dos dirigentes do Standard. Segundo as investigações, o americano utilizou o Standard para movimentar R$ 5 milhões da Sonangol para o Mussulo, em 2011. A transação ocorreu por meio de uma conta, no Santander, da empresa Mussulo Ltda, na Paraíba, da qual o empreiteiro Pina Ferreira é sócio.

Além disso, segundo as investigações, Gilleti operou com Castro Paiva para trazer R$ 10 milhões para o Solar Tambaú, em 2012.

A Pública procurou Gilleti através da Standard Chartered. Incialmente, recebemos uma confirmação que a reportagem seria respondida, o que não ocorreu até a publicação.

O metro quadrado mais caro de João Pessoa

A reportagem da Pública esteve no condomínio no final de 2017, anonimamente. Naquela época, segundo a agente de vendas, 40% das unidades haviam sido vendidas. “O povo tem aplicado dinheiro. Eu recebo gente de Brasília, Rio de Janeiro, de São Paulo, que quer se aposentar aqui”, disse.

A jovem explicou que, do terreno aos detalhes de decoração de cada apartamento, tudo foi escolhido a dedo pelos seus “patrões” – o português Pina Ferreira e sua esposa, que tratavam diretamente com os funcionários. “Aqui é o metro quadrado mais caro de João Pessoa”, comemorou.

Mereciam destaque nos apartamentos, por exemplo, mosaicos italianos nas paredes das unidades, minuciosamente planejados por um arquiteto vindo da Europa especialmente para implementar a decoração. As portas, de madeira maciça, são igualmente italianas. Já as janelas receberam vidros duplos e as paredes, fibra de vidro para não aquecerem com o calor paraibano.

Diante de uma janela, a agente interrompeu a visita para compartilhar outro exemplo: as esquadrias, brancas, de alumínio composto inoxidável, que bloqueiam o sol nas horas mais quentes do dia, foram trazidas da Alemanha. “Isso aqui é alemão, três vezes mais caro que o chinês, mas todo mundo usa o chinês. Aí compraram o alemão. Então, ele triplicou o custo do revestimento, ninguém ia saber que ele estava comprando três vezes mais caro”, se gaba a vendedora. “Minha chefe disse: ‘Você diga às pessoas que isso aqui é alemão’”, explicou.

Segundo a vendedora, o terreno do Solar Tambaú pertencia a um antigo casarão, famoso na capital, que ficou abandonado por muito tempo antes de o dinheiro angolano conseguir arrebatá-lo. “Ninguém conseguia comprar porque ninguém tinha cacife”, disse a jovem. Entre os 130 apartamentos, há modelos de 47 a 337 m², além de lojas – entre elas, um estande de tiro.

No térreo, uma enorme piscina azul completa um deque de madeira, onde há um bar e mesinhas redondas ornamentados por vasos com coqueiros. “Tem até som de passarinho artificial quando você chega em um ambiente”, alegra-se.

A reportagem questionou a administração do Solar sobre as acusações de corrupção e a relação com Castro Paiva e Pina Ferreira, mas não obteve resposta.

Hoje em dia o Solar Tambaú está de vento em popa, com boa parte dos apartamentos sendo alugada para temporadas e estadas curtas – com uma vista privilegiada do show que acontece na noite de Réveillon logo em frente.

Resort milionário acumula reclamações e denúncias de golpe

O Mussulo – nome que homenageia uma baía no litoral angolano – teve um destino bem menos glorioso.

Os milhões investidos por Castro Paiva no resort não foram suficientes para assegurar a rentabilidade do empreendimento, o que reforça, segundo as investigações da PF, a acusação de lavagem de dinheiro. Descrito no passado por agências de viagens como “paraibadisíaco”, o Mussulo é uma propriedade de 96 mil metros quadrados com serviço all-inclusive, que dá aos hóspedes direito de comer e beber durante 24 horas, além de frequentar piscinas, sauna e spa. Contudo, de acordo com reclamações de hóspedes e reportagens na imprensa, o resort incluiu outro serviço em seu menu: o calote.

Em 2019, explodiram em sites de consumidores reclamações de turistas que não teriam conseguido se hospedar de fato no resort, apesar de terem feito reservas e pago a hospedagem. Há reclamações de reservas que desapareceram do sistema e mesmo de clientes que compraram pacotes e se depararam com as portas do resort fechadas.

Uma reportagem do Portal Paraíba Agora acusa o resort de continuar vendendo diárias através da internet para, depois, ligar para os hóspedes cancelando ou transferindo a hospedagem para outros hotéis. Segundo a matéria, 60 funcionários foram demitidos ou desligaram-se por vontade própria entre março e setembro de 2019 e há empregados que ainda estão sem receber.

Em um site de hospedagem, um usuário descreve o Mussulo como uma cidade fantasma: “Abandono total. Instalações ótimas, sujeira dominando. Não encontrei uma pessoa sequer para informar sobre o ocorrido”.

A Pública procurou o resort e questionou sobre o fechamento do estabelecimento e sobre as acusações de hóspedes. A reportagem também questionou o estabelecimento sobre as acusações de corrupção envolvendo a operação da Polícia Federal e a relação com Castro Paiva e Pina Ferreira. Não houve um comunicado oficial de fechamento do resort, mas suas redes sociais foram desativadas.

Luanda Leaks

O Luanda Leaks é realizado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), do qual a Agência Pública participa, com mais de 120 repórteres de 20 países. No Brasil, além da Agência Pública, a revista piauí e o Poder360 também integram o projeto.

*Matéria publicada originalmente pela Agência Pública. 

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Três dias depois de ser demitido por copiar trechos de um discurso nazista, o ex-secretário da Cultura Roberto Alvim disse desconfiar de uma ação “satânica” por trás do episódio.

“Estou orando sem parar, e começo a desconfiar não de uma ação humana, mas de uma ação satânica em toda essa horrível história”, escreveu.

Em uma mensagem compartilhada em grupos de WhatsApp, Roberto Alvim voltou a dizer que o discurso muito semelhante ao de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista entre 1933 e 1945, foi mera coincidência.

“Não sabia que aquela frase tinha uma origem nazista, porque a frase em si não tinha nenhum traço de nazismo. Errei terrivelmente ao não pesquisar com cuidado a origem e a associações de algumas frases e ideias”, destacou.

Embora Alvim defenda que a semelhança não foi proposital e que ele não sabia que os trechos eram de Goebbels, outros elementos do vídeo também evocavam o paralelo nazista, como o enquadramento e a música escolhida, um trecho da ópera preferida de Hitler.

“A ópera Lohengrin foi postada por minha mulher pouco tempo antes no Facebook, por puro acaso. Acho a ópera linda, e a coloquei por se tratar da ópera escrita após a conversão de Wagner ao cristianismo”, afirmou.

O texto de Roberto Alvim, que circula em grupos de WhatsApp, foi publicado na página do Facebook do cineasta Josias Teófilo – que afirmou não endossar a mensagem, apenas compartilhá-la.

Convite

Após a demissão de Alvim, o presidente Jair Bolsonaro convidou a atriz Regina Duarte para assumir a pasta. Nesta segunda-feira (20), os dois se reuniram no Rio de Janeiro. Após o encontro, o Palácio do Planalto informou, por nota, que a atriz estará em Brasília na próxima quarta-feira (22) para “conhecer” a secretaria especial da Cultura.

Convidada pelo presidente Jair Bolsonaro há três dias, a artista diz agora que “está noivando” com o cargo, atualmente sob condução do interino José Paulo Martins.

Perfil

Roberto Rego Pinheiro, que usa Alvim como nome artístico, atuava como diretor do Centro de Artes Cênicas (Ceacen) da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Ele foi proprietário, entre 2006 e junho deste ano, do teatro Club Noir, na Rua Augusta, mantido em conjunto com sua esposa, a premiada atriz e diretora Juliana Galdino.

O apoio do casal à candidatura de Jair Bolsonaro, em 2018, gerou incômodo em parte da classe artística, atacada pelo hoje presidente e majoritariamente identificada com ideais progressistas.

Em entrevistas, Alvim credita sua reorientação política à descoberta de um tumor no intestino em 2017 e conversão ao catolicismo, além de reclamar de uma suposta perseguição política da esquerda no direcionamento de verbas de fomento.

Em setembro de 2019 , Alvim escreveu em suas redes sociais que sentia “desprezo” por Fernanda Montenegro e a chamou de “mentirosa”. O motivo foi uma capa da revista Quatro Cinco Um que trazia a atriz de 89 anos vestida de bruxa numa fogueira de livros.

“A ‘intocável’ Fernanda Montenegro faz uma foto pra capa de uma revista esquerdista vestida de bruxa”, escreveu Alvim. “Na entrevista, vilipendia a religião da maioria do povo, através de falas carregadas de preconceito e ignorância. Essa foto é ecoada por quase toda a classe artística como sendo um retrato fiel de nosso tempo, em postagens que difamam violentamente o nosso presidente”, afirmou.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Os analistas do Bank of America (Bofa) estão pessimistas com os bancões brasileiros. Apesar da geração de valor, não deve haver crescimento, o que levou os especialistas a reduzir a nota do Itaú (para abaixo da média do mercado) e do Bradesco (para neutro).

“Estamos ficando mais cautelosos com os grandes bancos brasileiros depois de analisar o setor ao longo de um ano. Enquanto a recuperação econômica está ganhando força e carteira de crédito continua crescendo a dois dígitos, esperamos que o setor cresça um dígito baixo em 2020, ante um crescimento de 20% em 2019”, escrevem os analistas Mario Pierry, Giovanna Rosa e Ernesto Gabilondo, em relatório.

Entre os motivos para essa mudança, estão o aumento de 5% da alíquota de contribuição social sobre lucro líquido (CSLL) — que deve reduzir os lucros em 300 pontos base —, e a queda da receita de juros com a decisão de limitar as taxas do cheque especial, o que deve resultar em um recuo de outros 300 pontos base na última linha do balanço.

“Continuamos esperando crescimento de dois dígitos na concessão de empréstimos (principalmente para pequenas e médias empresas). As tarifas devem crescer acima da inflação, enquanto as despesas operacionais devem crescer abaixo da inflação (dado o foco no corte de custos). Também esperamos que o custo de provisionamento deve crescer em linha com a concessão de crédito.”

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – A atriz Regina Duarte estará em Brasília na próxima quarta-feira para “conhecer” a secretaria especial da Cultura.

Convidada pelo presidente Jair Bolsonaro há três dias, ela diz agora que “está noivando” com o cargo, atualmente sob condução do interino José Paulo Martins.

Ele assumiu com a demissão de Roberto Alvim, na última sexta-feira (17), que usou trechos do líder nazista Joseph Goebbels em vídeo da pasta.

“Após conversa produtiva com o presidente Jair Bolsonaro, Regina Duarte estará em Brasília na próxima quarta-feira, 22, para conhecer a Secretaria Nacional de Cultura do governo federal. “Estamos noivando”, disse a artista após o encontro ocorrido nesta tarde no Rio de Janeiro”, diz a nota oficial do Planalto.

No Twitter, Bolsonaro afirmou que ele e a atriz tiveram uma “excelente conversa sobre o futuro da cultura no Brasil

O Ministério da Cultura foi extinto no ano passado. Inicialmente a secretaria da Cultura ficou vinculada ao novo Ministério da Cidadania, mas em novembro do ano passado foi transferida para o Ministério do Turismo.

O convite à atriz foi feito na última sexta-feira (17). À Rádio Jovem Pan, Regina Duarte disse que não estava preparada para assumir a vaga e contou que pediu dois dias para pensar. Nesta segunda-feira, Bolsonaro se reuniu com a artista no Rio de Janeiro.

O encontro não estava na agenda oficial do presidente. Bolsonaro está no Rio de Janeiro para encontros marcados o com o prefeito do Rio, Marcelo Crivela, e com o almirante da Marinha, Ilques Barbosa.

Mais cedo, nas redes sociais, a artista disse que o dia seria importante porque ela tinha sido chamada para uma conversa “olho no olho” com Bolsonaro.

A postagem também faz referência ao dia São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, celebrado nesta segunda-feira. Embora a homenagem seja à São Sebastião, a atriz publicou uma foto de Santo Expedito.

Lealdade

Regina Duarte demonstrou apoio à Bolsonaro em 2018, durante a corrida eleitoral, quando postou uma foto nas redes sociais com o então presidenciável. Apesar da atriz já ter se colocado no campo da direita desde as manifestações pelo impeachment de Dilma, o apoio chamou a atenção.

A candidatura de Bolsonaro teve pouca adesão da classe artística, um dos alvos preferidos do presidente e dos seus apoiadores.

Sobre as declarações homofóbicas e racistas de Bolsonaro, Regina Duarte disse ao Estadão que eram expressão de um “humor brincalhão típico dos anos 1950, que faz brincadeiras homofóbicas, mas que são da boca pra fora, coisas de uma cultura envelhecida, ultrapassada”, destacou na época.

No ano passado, em entrevista ao apresentador Pedro Bial, ela se queixou das críticas que passou a receber depois de declarar o apoio.

Ela disse ser chamada de “fascista” por pessoas que se opõe ao governo: “E eu achando que vivia em uma democracia, onde eu tenho o direito de pensar de acordo com o que eu quero. Eu respeito todo mundo que pensa diferente de mim. Não saio xingando as pessoas por aí”, disse.

Mesmo apoiando o presidente, Regina Duarte já havia demonstrado insatisfação em torno da escolha do seu antecessor Alvim para Cultura.

No ano passado, após ser nomeado diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, o dramaturgo sugeriu a criação de “uma máquina de guerra cultural” contra o que chamou de “marxismo cultural”.

“A meu ver o diretor Alvim tem extrapolado em declarações polarizadas porque certamente se encontra sob efeito de uma crise pós-traumática. Quem perde um Teatro perde um filho. Em virtude disso não consigo esperar dele que assuma com sensatez, com equilíbrio, as declarações que tem feito. São declarações com as quais não concordo. A ARTE se encontra em patamar sagrado, acima das ideologias”, afirmou a artista.

Demissão Alvim

O dramaturgo Roberto Alvim foi demitido depois de publicar um vídeo em que parafraseava um discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista entre 1933 e 1945:

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo – ou então não será nada”, disse o ex-secretário, que divulgava um prêmio nacional para as artes.

A fala é parecida a um pronunciamento de Goebbels direcionado à diretores de teatro que consta da obra “Joseph Goebbels: Uma biografia”, do historiador alemão Peter Longerich:

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande pathos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada.”

Alvim disse que a semelhança das frases foi uma “coincidência” e que ele não sabia que os trechos eram de Goebbels. No entanto, outros elementos do vídeo também evocavam o paralelo nazista, como o enquadramento e a música escolhida, um trecho da ópera preferida de Hitler.

A repercussão foi intensa, com pedidos do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por sua demissão.

Source: Exame Gestão Positiva

Afinal, o que fazer fora do campus universitário para conseguir uma colocação no mercado e chegar mais perto dos seus objetivos? Ou até como definir esses objetivos?

Essas dúvidas são comuns e, por isso, o Na Prática preparou um checklist em vídeo de um passo a passo do que é prioridade nessa fase da carreira. Entre a expectativa de começar e as dificuldades incluídas, entenda onde investir seus esforços com reflexões e ações em três etapas!

Eu me formei, e agora? 3 passos depois da faculdade:

#1 Defina aonde quer chegar

O primeiro dos três passos consiste em definir para onde se quer ir, ou seu objetivo, etapa inicial para qualquer trajetória e que requer uma boa dose de autoconhecimento. E por que isso importa: vai garantir que a carreira que siga seja alinhada ao seu propósito e valores, ou seja, mais chances de ser satisfatória para você.

Você pode começar a se entender melhor a partir das seguintes perguntas:

Quais são meus valores?

Basicamente, entender quais são seus principais valores, como autonomia, segurança e ambição. A Fundação Estudar, criadora e responsável pelo Na Prática, disponibiliza um teste gratuito e online.

Em que tipo de ambiente prefiro trabalhar?

A partir da resposta para a primeira pergunta, você consegue refletir se tem preferência por um ambiente mais competitivo ou relaxado, casual, formal, com autonomia ou hierarquia forte. Vá caracterizando seu ambiente e clima de trabalho perfeito.

O que me faria levantar animado da cama todas as manhãs?

O que costuma me mover para a ação?

Essas duas vão te ajudar a pensar em aspectos que te motivam. Na primeira, descreva situações, acontecimentos, eventos e características do dia que costumam te alegrar e energizar ao acordar. A segunda pergunta é mais direta e busca entender o que, de fato, impulsiona sua capacidade de ação. É o senso de importância da tarefa? São as pessoas envolvidas? A missão da organização?

O que eu faria se não precisasse me preocupar com dinheiro?

Tirar a questão financeira pode te ajudar a identificar sua verdadeira vontade. Não que ela não seja importante, mas por vezes pode neblinar quais são de fato as atividades alinhadas com seu propósito e valores.

Como eu gostaria de ser lembrado?

Qual é o tipo de impacto que quero deixar no mundo? Em que área e em que sentido?

Essas duas últimas são sobre pensar em suas motivações e refletir sobre o legado que gostaria de deixar no mundo. Como todas as outras perguntas, aqui não há certo ou errado, apenas o que é mais adequado para você.

Aqui não vale responder qualquer coisa só para ter uma resposta, é a reflexão profunda que vai te levar a determinar melhor seu rumo profissional.

Se quer ir ainda mais fundo nessas reflexões, o Na Prática tem curso presencial e online sobre Autoconhecimento.

#2 Entenda o que é preciso para chegar lá

O segundo passo é pensar em como chegar aonde quer. Você sempre está livre para mudar de ideia, mas depois de entender mais sobre os próprios objetivos no passo 1, é hora de refletir sobre pontos práticos para conseguir um lugar na sua área de interesse.

A maior parte das pessoas deixa à sorte o que acontece em sua carreira e, embora não tenha nada de efetivamente errado com isso, se você tem um objetivo há muito mais chance de chegar nele com planejamento. Não significa ter um caminho fixo traçado, mas sim determinar as principais ações que vão te ajudar a se alavancar durante a trajetória.

Alguns exemplos de pontos essenciais para refletir e agir nessa fase inicial da carreira:

  • Você traçou metas e objetivos para entrar nessa área no futuro próximo?
  • Você tem os conhecimentos (técnicos ou não) necessários para trabalhar com o que quer?
  • Caso não os tenha ou queira melhorá-los, já sabe como pode fazer isso? Seja específico e estipule cursos, projetos – todos com prazo!
  • Caso não tenha experiência na área e queira aprender: pesquisou ONGs e outros projetos em que possa colocar a mão na massa e enriquecer a bagagem e o currículo?
  • Conversou com pessoas da área para saber sobre o dia a dia e o que é exigido? Essa etapa é fundamental para entender como é o cotidiano na área, e se realmente tem a ver com você como profissional.

#3 Prepare-se para se destacar nos processos seletivos

O terceiro e último passo é planejar ações para se destacar nos processos seletivos. Não basta se candidatar, já que os recrutadores costumam receber muitos currículos de uma vez, é preciso se diferenciar dos outros profissionais e mostrar isso desde as fases iniciais das seleções.

A chave de boa parte disso é se preparar, principalmente refletindo sobre suas preferências, pesquisando e estudando. Tanto sobre a empresa, como sobre bons currículos e boas práticas de entrevistas, por exemplo.

De início, selecionamos alguns pontos que você não deve pular nessa fase de busca por oportunidade.

  • Fez seu currículo?
  • Sabe se quer ser efetivo, trainee ou freelancer?
  • Selecionou suas empresas e organizações de interesse?
  • Descobriu como e quando funcionam os processos seletivos das companhias?
  • Pesquisou a fundo cultura, setor, funções, oportunidades e desafios?
  • Refletiu sobre e pediu feedback de amigos e colegas para saber quais são seus pontos fortes e fracos e como pode melhorar?

O último, de entender pontos fortes e fracos é especialmente importante porque, assim, você consegue mostrar ao recrutador que tem autoconsciência sobre qualidades e o que precisa melhorar. Ao mesmo tempo, fica mais fácil decidir para onde vai depositar seu tempo e energia para se desenvolver.

Confira os vídeos sobre os três passos:

Este artigo foi originalmente publicado pelo Na Prática, portal da Fundação Estudar.

Source: Exame Gestão Positiva

CHICAGO – No final da última década, a globalização – redução das barreiras aos fluxos de mercadorias, serviços, investimentos e informações transfronteiriças – sofreu forte pressão. Políticos populistas em muitos países acusaram outros de vários erros econômicos e fizeram pressão quanto à redação de acordos comerciais. Os países em desenvolvimento argumentam há décadas que as regras que regem o comércio internacional são profundamente injustas. Mas por que agora surgem reclamações semelhantes dos países desenvolvidos que estabeleceram a maioria dessas regras?

Uma explicação simples, porém inadequada, é a “concorrência”. Nas décadas de 1960 e 1970, os países industrializados se concentraram em abrir mercados externos para seus produtos e estabelecer regras de acordo com suas conveniências. Desde então, a maré mudou. As economias emergentes, especialmente a China, se desenvolveram na produção de bens e as antigas regras determinam que os países desenvolvidos devem manter seus mercados abertos aos produtores de outros lugares agora mais produtivos.

Para o observador mais cético, os esforços atuais dos países desenvolvidos para reescrever as regras parecem uma tentativa não de nivelar o campo de jogo, mas de impedir a concorrência. Uma razão pela qual os produtores de mercados emergentes são competitivos é porque pagam menos aos trabalhadores (geralmente porque esses trabalhadores são menos produtivos). Portanto, o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, o NAFTA renegociado) limitaria a vantagem do México ao exigir que 40-45% dos componentes automotivos fosse feito por trabalhadores que ganham pelo menos US$ 16 por hora (até 2023). Também exige uma variedade de proteções trabalhistas, incluindo uma representação sindical mais forte dos trabalhadores mexicanos a ser monitorada por inspetores dos EUA. O que parece ser um bom negócio para os trabalhadores mexicanos determinado por simpáticos negociadores americanos também pode ser visto como um esforço dos EUA para limitar o número de empregos industriais no México.

Mas os empregos na indústria de manufatura vêm se deslocando para mercados emergentes há décadas. Por que agora a crescente preocupação? Para substituir os empregos perdidos na industrialização, as economias desenvolvidas vêm criando empregos em serviços, que variam desde fornecimento de baixa tecnologia a pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia. A barganha implícita que regia o comércio era a de que os países desenvolvidos manteriam seus mercados abertos às exportações de manufaturados dos países em desenvolvimento, que, por sua vez, estariam abertos a atender às exportações dos países industrializados.

Infelizmente, nem todos nos países desenvolvidos conseguiram alcançar bons empregos em serviços. Os melhores empregos estão em grande parte nas grandes cidades, onde profissionais com boa formação conseguem atender aos mercados globais, enquanto pequenas cidades, por exemplo, no meio-oeste americano e no norte da Inglaterra, não se recuperaram economicamente da saída de grandes indústrias empregadoras. A devastação de tais lugares e a frustração de quem neles vive acabaram alimentando os movimentos políticos que colocaram o presidente dos EUA, Donald Trump, no cargo e tirarão o Reino Unido da União Europeia. As antigas comunidades manufatureiras deixadas para trás agora têm voz política na capital e querem trazer a produção de volta.

No entanto, essa explicação também está incompleta. Grande parte da disputa dos EUA com a China, por exemplo, não é sobre fabricação (a própria China está perdendo empregos na indústria para países como o Vietnã). Diz respeito a serviços. Embora oito dos dez principais exportadores de serviços sejam países desenvolvidos, a concorrência nos mercados emergentes está aumentando – e levando a um grande impulso das empresas de economia avançada a aprovar novas regras comerciais relacionadas a serviços. Aparentemente, isso garantirá contínuas fronteiras abertas para serviços. Mas também será uma oportunidade para proteger as vantagens dos produtores dominantes dos países desenvolvidos. Por exemplo, o USMCA não exige impostos sobre produtos comprados eletronicamente, como músicas ou e-books, e garante que as empresas de Internet não sejam responsáveis ​​pelo conteúdo produzido por seus usuários. Também tentou estender a duração da proteção de patentes para alguns medicamentos, cláusula que foi removida quando enfrentaram a objeção dos congressistas democratas.

As elites nos mercados emergentes reagem à sua maneira. A Índia introduziu novas regras para limitar aquilo que plataformas de propriedade estrangeira como Amazon e Walmart poderiam vender on-line lá, pouco antes da Reliance, um enorme conglomerado indiano, lançar sua própria plataforma de comércio eletrônico.

Em suma, dois fatores aumentaram a inquietação sobre o comércio internacional e os acordos de investimento. Pessoas comuns nas comunidades deixadas para trás nos países desenvolvidos não estão mais dispostas a aceitar os acordos existentes. Elas querem ser ouvidas e querem que seus interesses sejam protegidos. O antigo status quo – em que as elites dos países desenvolvidos fechavam os olhos para o deslocamento da indústria, desde que os mercados de seus serviços expandissem – tornou-se insustentável. Ao mesmo tempo, as elites da economias emergentes querem uma fatia do mercado global de serviços e não estão mais dispostas a ceder terreno.

Como resultado, não há mais acordos comerciais fáceis. As negociações comerciais tornaram-se exercícios de política de poder, não de persuasão: ameaças de tarifas altíssimas para fechar mercados, por exemplo e táticas de força bruta para forçar regras “mais justas” à parte mais fraca. Os veteranos das negociações comerciais podem dizer que sempre foi assim. Uma diferença importante hoje é que o público nos mercados emergentes é mais democraticamente engajado do que no passado. Quando o chefe da câmara mexicana  de negócios compara as disposições trabalhistas e de monitoramento da USMCA com a Guerra Mexicano-Americana de 1848 (quando o México perdeu a Califórnia), os eleitores mexicanos ficam atentos.

Portanto, qualquer sucesso que os países ricos tenham ao estabelecer regras onerosas para os outros hoje em dia pode ser um ganho de Pirro”. Por um lado, não está claro que exista consenso sobre essas regras, mesmo nos países desenvolvidos. Por exemplo, nos EUA há pressão para responsabilizar as plataformas online pelo conteúdo. A consagração dessas regras contestadas nos acordos comerciais apenas tornará esses acordos mais frágeis. Além disso, esses acordos estabelecem um mau precedente. No futuro, os consumidores dominantes no mundo serão os cidadãos mais ricos, mais jovens e mais numerosos das economias emergentes. Os que agora enfrentam países mais fracos com acordos desvantajosos não deveriam se surpreender quando receberem no troco algum dia.

Como, então, os países desenvolvidos deveriam responder às pressões domésticas para tornar o comércio mais justo? Para começar, é razoável exigir que os países em desenvolvimento abaixem as tarifas constantemente conforme uma norma internacionalmente aceitável. E barreiras discriminatórias não tarifárias ou subsídios que favorecem excessivamente seus produtores devem ser desafiados na Organização Mundial do Comércio. Mas ir muito além dessas medidas – tentar impor suas preferências aos sindicatos, a regulamentação de plataformas on-line e a duração de patentes em outros países – debilitará ainda mais o consenso sobre o comércio. Hoje, acordos comerciais menos intrusivos podem fazer mais pelo comércio amanhã.

 

Source: Exame Gestão Positiva

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse hoje (20) que acredita que os problemas no fornecimento de água no Rio de Janeiro foram causados por sabotagem na Companhia Estadual de Águas e Esgotos.

Witzel esteve na inauguração do programa Segurança Presente, em Copacabana, e disse que a suspeita está sendo apurada pela Polícia Civil, que chegou a ouvir funcionários da companhia e foi à Estação de Tratamento de Água do Guandu, na semana passada.

“Eu, particularmente, não acredito [em incompetência]. Eu acredito e está sendo apurada uma sabotagem, por conta do leilão. Há muitos interesses envolvidos nesse leilão. Pedi à policia que apurasse”, disse o governador.

O leilão a que ele se refere é a privatização da Cedae, que o governo do estado pretende realizar ainda neste ano, concedendo grande parte dos serviços da companhia, que atende 64 dos 92 municípios do estado, incluindo a capital.

Desde a primeira semana do ano, cariocas têm reclamado de alterações de gosto, cheiro e cor na água que chega às residências. Segundo a Cedae, uma substância produzida por algas chamada geosmina deixou a água com gosto e cheiro de terra, mas sem prejuízos à saúde.

*Com colaboração da edição da Rádio Nacional do Rio de Janeiro

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Nem tudo é o que parece ser. A máxima se aplica a várias coisas, inclusive, ao preço da bolsa brasileira, segundo relatório do banco suíço UBS. Apesar de as ações parecerem caras em relação ao histórico de negociação da B3 — os papéis estão sendo negociados a 13,2 vezes o lucro —, há potencial para chegar a 14 vezes nos próximos dois anos, de acordo com os analistas Corinne de Boursetty, Xingchen Yu, Ronaldo Patah e Michael Bolliger, que assinam o documento.

Outra prova de que estão baratas é o fato de estarem sendo negociadas com um desconto de 20% em relação a mercados desenvolvidos, de 15% ante a bolsa do Chile e de 7% ante a do México. “Acreditamos que as taxas de juros mais baixas e a agenda de reformas devem continuar a reduzir o custo de capital no Brasil, permitindo um avanço de cerca de 10% do valuation”, escrevem os especialistas.

A expectativa é que o crescimento dos lucros acelere de um dígito em 2019 (o consenso é de 3%) para dois dígitos nos próximos dois anos (20% em 2020 e cerca de 13% em 2021). Boa parte desse avanço será reflexo do desempenho da Vale, que tem o maior peso no MSCI Brasil, de 9,4%.  Isso porque se espera uma reversão de cerca de 9 bilhões de dólares em itens pontuais relacionados ao colapso da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. “Nossas previsões estão alinhadas com as expectativas de mercado (de 23% e de 11,5%, respectivamente), e estão entre as mais altas quando analisados outros países emergentes.

A recuperação de ganhos no Brasil deve ser impulsionada por uma retomada do consumo doméstico, alimentada pelo
crescimento do crédito e dos salários reais. “Não vemos evidências de recuperação do investimento corporativo, já que o setor industrial ainda sofre com ociosidade da capacidade instalada e com as crises na Argentina e no Chile. De todo modo, a confiança nos negócios está aumentando”, escrevem.

A recomendação é investir em ações de setores cíclicos domésticos, como bancos e energia, além de varejo de alimentos. Na outra ponta, é melhor evitar empresas que podem ser negativamente afetadas pelo fortalecimento do real, assim como papéis de consumo discricionário e de saúde.

“Ainda estamos na fase inicial do ciclo de recuperação, pois as estimativas de ganhos (em dólares) ainda estão 55% abaixo da pico anterior. Isso oferece amplo escopo para ganhos maiores revisões. A dinâmica dos ganhos deve permanecer positiva (aumento de 5% nos últimos seis meses) à medida que a economia melhora”, escrevem.

Nesse sentido, há expectativa de um aumento de 13% a 15% nas ações brasileiras, em dólares, nos próximos seis a 12 meses, e uma leve expansão dos múltiplos para 13,5 vezes. “Nosso cenário otimista, pressupõe um crescimento de 30% nos lucros e um múltiplo de 14 vezes preço / lucro, combinando com dólar a 3,85 reais. Já no cenário negativo, haveria perda de 5%, resultando em um múltiplo de 10,8 vezes.”

Source: Exame Gestão Positiva

Por mais modernos e complicados que sejam, os novos relógios de pulso continuam a acenar ao passado, no qual nem os oráculos mais inventivos previam a chegada dos smartphones ou dos smartwatches.

Este modelo da linha Heritage, da Montblanc, presta tributo aos exemplares que eram tidos como clássicos nos anos 1940 e 1950. Visto com atenção, no entanto, ele combina a elegância que a relojoaria pregava no passado com a tecnologia que hoje rege o setor, para não falar dos atuais códigos de design.

Com uma caixa de 40 milímetros – o material é o aço inoxidável polido -, o produto tem mostrador salmão com áreas texturizadas, números e pontos revestidos de ródio preto e cristal de safira abobadado.

Dispõe de calibre automático com reserva de 42 horas, pesa meros 72 gramas e resiste embaixo d’água a uma profundidade de até 50 metros. R$ 10.800. http://www.montblanc.com.br

Relógio Montblanc Heritage AutomáticoMontblanc/Divulgação

Source: Exame Gestão Positiva

Está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 20, a Lei 13.978, que estima a receita e fixa a despesa da União para o exercício financeiro de 2020. Sancionado sem vetos pelo presidente Jair Bolsonaro, o texto-base é oriundo do PLN 22/2019, aprovado pelo Congresso em 17 de dezembro.

A norma prevê R$ 2 bilhões para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), a ser utilizado nas eleições municipais de outubro. Este valor foi proposto pelo governo em novembro passado. A receita da União está estimada em mais de R$ 3 trilhões e a despesa é fixada em igual montante. A seguridade social terá recursos da ordem de mais de R$ 1,189 trilhão. Para o refinanciamento da dívida pública federal são destinados mais de R$ 917 bilhões.

Em 2020, o governo voltará a pedir autorização do Congresso para descumprir a chamada “regra de ouro” — quando o governo utiliza títulos públicos para financiar despesas correntes. Será preciso emitir R$ 343,6 bilhões em títulos públicos para quitar gastos correntes. Em 2019, foram R$ 248,9 bilhões. Os recursos obtidos com a venda dos títulos financiarão, principalmente, despesas com benefícios previdenciários (R$ 213,7 bilhões) e funcionalismo público (R$ 84,4 bilhões).

A lei orçamentária foi sancionada com R$ 18,4 bilhões em emendas parlamentares, dos quais R$ 15,4 bilhões são impositivas, ou seja, de execução obrigatória.

(Com informações da Agência Câmara Notícias)

Source: Exame Gestão Positiva

Um medicamento lançado no Brasil em 2019 para o tratamento de diabete tem sido utilizado indiscriminadamente para a perda de peso. Isso acontece, muitas vezes, sem prescrição médica nem acompanhamento especializado de possíveis efeitos colaterais, como vômitos, problemas intestinais e no fígado. O uso indevido está sendo impulsionado por grupos no WhatsApp e no Facebook formados por pessoas que trocam dicas e relatos.

Alguns consultam endocrinologistas antes de tomar a semaglutida (nome genérico do medicamento). Outros iniciam o uso seguindo só orientações obtidas na internet, o que eleva o risco de efeitos indesejados.

No Facebook, um grupo fechado para falar sobre o Ozempic, nome comercial do produto, já soma mais de mil membros. Embora em sua descrição, a página não aborde especificamente o uso para a perda de peso, praticamente todos as publicações dos membros são sobre emagrecimento.

São frequentes na página relatos do histórico de quilos perdidos e da ocorrência de sintomas indesejados; indicações das doses mais adequadas para cada caso e até anúncio de pessoas revendendo o remédio. No WhatsApp, as publicações são semelhantes, mas os participantes também trocam dicas de alimentação saudável e mensagens incentivando colegas a seguirem com o objetivo da perda de peso, mesmo após dietas com pouco resultado ou efeitos colaterais do medicamento.

Segundo médicos, o remédio tem atraído cada vez mais adeptos porque, além de poder ser comprado sem receita, só exige uma aplicação semanal (ao contrário de outros medicamentos, que devem ser tomados ou aplicados diariamente).

“Algumas pessoas que usavam outros remédios estão migrando para esse por causa da praticidade do uso semanal, mas é muito perigosa a automedicação”, destaca Lívia Porto Cunha, endocrinologista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

“Esse remédio até pode ser prescrito para obesidade na condição off label (quando o medicamento é indicado para algo diferente do expresso na bula), mas toda indicação desse tipo tem de ser muito criteriosa, feita por um especialista que vai avaliar os possíveis benefícios e potenciais efeitos colaterais”, explica a médica.

Riscos

Diretor do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, Mário Carra concorda e ressalta que o acompanhamento médico é importante porque nem todos os pacientes respondem da mesma forma. “As pessoas querem tratar a obesidade sem ir ao médico. Acontece que as doses podem ser diferentes para cada paciente e há riscos e contraindicações”, destaca.

De acordo com os médicos, entre os efeitos colaterais mais comuns estão enjoos, vômitos e alterações intestinais, podendo o remédio causar tanto constipação quanto diarreia. “O remédio é um análogo de um hormônio que retarda o esvaziamento gastrointestinal, então a pessoa se sente mais cheia, saciada. Se ela mantém o hábito alimentar de antes, comendo a mesma quantidade de comida, pode ter esses efeitos colaterais”, afirma Lívia.

Especialistas ressaltam ainda que o remédio é restrito para gestantes, mulheres que amamentam, pessoas com problemas no fígado ou pâncreas ou com histórico de câncer de tireoide na família. “Há também risco de alergia a algum componente do remédio ou reação inflamatória no lugar da picada”, explica Carra.

Outro problema do uso sem orientação médica é a rápida recuperação do peso perdido após a suspensão do uso. “Quando o alicerce do tratamento é apenas medicamentoso, há grande risco de novo ganho de peso ao fim do tratamento”, diz Lívia. Ela ressalta que a estratégia para perder peso com remédios deve ser complementada com dieta e atividade física.

O laboratório farmacêutico Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, afirmou que “de nenhuma forma endossa ou apoia a promoção de informações de caráter off label” e ressaltou que “o medicamento não foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento da obesidade”.

Histórico

Não é a primeira vez que um remédio para diabete é usado de forma indevida para a perda de peso. Em 2011, o medicamento liraglutida (mais conhecido por seu nome comercial, Victoza) chegou ao Brasil para o tratamento de pacientes diabéticos. Ficou popular, porém, entre os interessados em perder peso. Na época, médicos também fizeram o alerta para os riscos do uso sem acompanhamento. Cinco anos depois, a mesma substância foi lançada para o tratamento da obesidade, mas em nova versão e com dosagens diferentes.

Nas redes, ela criou coragem para tomar

Embora esteja animada com o resultado obtido até agora com o remédio semaglutida, a empresária Luciana Manzo, de 48 anos, demorou a tomar coragem para iniciar o tratamento, mesmo após consultar um endocrinologista. Desde que começou a aplicar o medicamento, há um mês, já perdeu 3,5 quilos, mas conta que teve muito medo de iniciar o uso ao ler relatos de efeitos colaterais na internet.

“Entrei em grupos no Facebook e, quando vi os relatos, fiquei um pouco assustada porque tinha gente que passava muito mal. Embora eu tivesse comprado a injeção no começo de novembro, fiquei por quase um mês com ela na geladeira, sem coragem de tomar”, diz ela.

Luciana decidiu iniciar o uso ao tirar dúvidas com seu médico e, principalmente, ao ser incentivada por outras pessoas nas redes sociais. “Meu médico é de muita confiança, mas eu tinha medo de passar mal. Então fui lendo os relatos no Facebook e decidi criar um grupo no WhatsApp para falar sobre o assunto porque acho que lá os diálogos são mais participativos, diretos e dinâmicos. Teve um rapaz que me incentivou muito, então o grupo me ajudou a criar coragem para tomar.”

A empresária conta que os únicos efeitos colaterais que sentiu até agora foram uma leve dor de cabeça e intestino preso. Diz, no entanto, conseguir contornar os sintomas.

Luciana diz que, mesmo sabendo dos riscos de efeitos colaterais, optou pelo tratamento porque, além de estar sendo acompanhada por um especialista, estava frustrada com outras alternativas que havia tentado para emagrecer.

“Em 2016, tive um problema de saúde muito sério e tive de tomar corticoide. Engordei 15 quilos. Já tentei várias dietas e outros medicamentos, mas não tive o resultado esperado”, conta. “Minha mãe desenvolveu diabete por causa da obesidade e não quero passar por isso, quero continuar tentando emagrecer”, acrescenta.

Frustração

Ao contrário de Luciana, a advogada Cláudia Vieira, de 50 anos, não teve resultado com o uso do medicamento. “Estou usando há um mês e não sinto essa sensação maior de saciedade”, conta. “O problema é que é um remédio caro. Paguei R$ 600, e não estou tendo resultado nenhum”, conta ela.

PERGUNTAS & RESPOSTAS

1. Como funciona o remédio semaglutida e para quais doenças ele é indicado?

O medicamento é um análogo do hormônio GLP-1, que, entre outros efeitos, aumenta a secreção de insulina e, portanto, é indicado para o tratamento de diabete tipo 2. Ele recebeu o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto de 2018, mas chegou ao mercado só no ano seguinte.

2. Por que o remédio também está sendo usado como emagrecedor?

Porque, embora não tenha sido estudado para esse fim, o hormônio GLP-1 também tem a capacidade de retardar o esvaziamento do estômago, reduzindo o apetite e aumentando e prolongando a sensação de saciedade.

3. Ele foi aprovado para o tratamento da obesidade?

Não. Segundo indicação da bula, deve ser usado somente para o tratamento de diabete tipo 2. Isso porque, embora ele tenha demonstrado efeito emagrecedor, os estudos clínicos foram feitos somente com pacientes diabéticos. Segundo o fabricante do medicamento Ozempic, nome comercial da semaglutida, os estudos mostraram que o remédio promoveu uma redução da taxa de açúcar no sangue, do risco de morte cardiovascular, enfarte não fatal e Acidente Vascular Cerebral (AVC) não fatal.

4. Mesmo sem ser indicado para a obesidade, ele pode ser prescrito com esse fim?

Sim, mas somente por especialistas e com cautela. Os médicos até podem prescrever remédios na condição off label, ou seja, para uma doença ou condição diferente daquela indicada na bula, mas isso deve ser feito de forma muito criteriosa, com a análise do perfil de cada paciente e dos possíveis riscos. Os especialistas advertem que nem todos os pacientes respondem da mesma forma ao remédio.

5. Quais os riscos e efeitos colaterais do semaglutida?

O medicamento pode provocar enjoos, vômitos, diarreia e outros sintomas digestivos. Pode ser contraindicado para gestantes, mulheres que amamentam, pacientes com problemas hepáticos ou no pâncreas, pessoas com alguns tipos de tumor na tireoide ou histórico na família desse tipo de câncer. A análise detalhada dos riscos para cada paciente só pode ser feita por um médico especialista.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Mais de 230 mil micro e pequenas empresas quitaram débitos com o Simples Nacional no segundo semestre de 2019 e foram mantidas no regime especial de tributação em 2020. A regularização das pendências permitiu ao governo recuperar R$ 5,2 bilhões aos cofres públicos.

O balanço da regularização foi divulgado pela Receita Federal. Em setembro do ano passado, o governo tinha notificado 738.605 contribuintes de débitos previdenciários e não previdenciários com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). No total, as micro e pequenas empresas deviam R$ 21,5 bilhões ao Simples Nacional.

Dos R$ 5,2 bilhões recuperados, R$ 3,6 bilhões referem-se a dívidas com a Receita Federal, e R$ 1,6 bilhão a débitos cobrados pela PGFN.

Só foram mantidos no Simples Nacional, regime tributário que unifica a cobrança de tributos federais, estaduais e municipais e tem alíquotas especiais, os contribuintes que quitaram os débitos até 30 dias depois da data de ciência da notificação. Em caso de discordância, micro e pequenos empresários poderiam pedir a impugnação do ato de exclusão.

Quem não pagou os débitos foi retirado do Simples Nacional em 1º de janeiro deste ano. As empresas excluídas, no entanto, têm até 31 de janeiro para pedir o regresso ao Simples Nacional, desde que resolvam as pendências até essa data.

Regularização

O processo de regularização deve ser feito por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal (e-CAC), requerendo certificado digital ou código de acesso. O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do Fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Criado em 2007, o Simples Nacional é um regime tributário especial que reúne o pagamento de seis tributos federais, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e pelo Distrito Federal, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios.

Em vez de pagar uma alíquota para cada tributo, o micro e pequeno empresário recolhem, numa única guia, um percentual sobre o faturamento que é repassado para os três níveis de governo. Somente as empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano podem optar pelo regime.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Após abdicarem de serem membros ativos da realeza britânica, o príncipe Harry e Meghan Markle agora estão procurando emprego. E a empresa que já se interessou em contratar o casal é a Netflix, conforme reportado pelo The Guardian.

A informação vem à tona no dia seguinte da divulgação do comunicado do palácio de Buckingham, residência oficial da rainha Elizabeth II, sobre as tratativas com o casal.

Gigante do setor de streaming, a companhia americana gostaria de ter a dupla em seu quadro de funcionários. Quem garante é o próprio Ted Sarandos, responsável por gerenciar o conteúdo da plataforma e braço-direito do CEO Reed Hastings.

Vale lembrar que a Netflix já trabalhou em conjunto com outro poderoso casal. Barack e Michelle Obama têm contrato para produzir filmes e documentários para a plataforma. Por enquanto, nada ainda foi colocado no papel e não se sabe se o casal recebeu uma proposta real da empresa.

Harry e Meghan deixam família real

Após dias de negociações intensas, que aconteceram depois de o casal anunciar na web que deixariam de ser membros sêniores da família real sem prévia consulta à rainha, o caso de Harry e Meghan ganhou contornos de desfecho no último sábado (18).

O casal irá se dividir entre o Reino Unido e o Canadá e não irão usar mais os títulos reais de “alteza real”. Manterão, contudo, os títulos de duque e duquesa de Sussex, que já fora registrado como sua propriedade. Harry, inclusive, abrirá mão de todos os títulos militares. Inclusive o que lhe fora repassado pelo seu avô, príncipe Philip.

A dupla deixará de receber dinheiro público, mas devem continuar com o apoio financeiro do príncipe Charles. Irá, ainda, reembolsar os cofres públicos na quantia de 2,4 milhões de libras usada na reforma da sua residência em Windsor.

Harry e Meghan agora dividirão o seu tempo entre a Grã-Bretanha e a América do Norte, com a maior parte do tempo na América do Norte, disse a fonte. As mudanças entrarão em vigor na primavera deste ano, disse o palácio no comunicado divulgado ontem (18).

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) cometeu uma gafe gramatical no Twitter. O perfil do órgão na rede social publicou a palavra “vizualizações” em vez de “visualizações”.

No texto, publicado na sexta-feira (17), o Inep informava que o número de visualizações da nota do Enem havia ultrapassado a marca de 2,5 milhões.

A gafe foi rapidamente percebida pelos usuários. Minutos depois, a postagem foi deletada. O Inep não se manifestou sobre o assunto, mas agradeceu aos internautas que apontaram o erro.

Série de erros

Não é a primeira vez que um órgão ligado ao Ministério da Educação comete erros gramaticais graves. O próprio ministro da Educação, Abraham Weintraub, já deslizou no português.

Em agosto do ano passado, em um documento oficial assinado por ele ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a palavra paralisação estava escrita com a letra “z” no lugar do “s”. Recentemente, Weintraub também escreveu “imprecionante” em uma mensagem no Twitter ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – O concurso 2.226 da Mega-Sena, na próxima terça-feira (21), poderá pagar R$ 32 milhões a quem acertar as seis dezenas.

É que o concurso 2.225 deste sábado (18) acumulou. Eis as dezenas sorteadas: 01, 32, 37, 44, 46 e 47.

A Quina, com cinco números acertados, teve 34 apostas ganhadoras, cabendo a cada uma R$ 81.317,28.

Já a Quadra, com quatro 4 números acertados, registrou 3.100 apostas ganhadoras, com R$ 1.274,09 para cada uma delas.

As informações são do site da Caixa Econômica Federal.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos, desenvolveram um material vivo similar ao cimento, que é capaz de suportar grandes cargas e se reproduzir. Publicada na revista Matter, a pesquisa científica envolveu materiais como areia, hidrogel e cianobactérias que, combinados, criam o material vivo.

O estudo, liderado pelo diretor do Laboratório de Materiais Vivos da Universidade, Wil Srubar, desenvolveu este novo material com a intenção de reduzir a poluição gerada pelo uso de concreto em construções – a produção do concreto é responsável por 6% das emissões de carbono na atmosfera. O hidrogel, quando combinado com as cianobactérias, faz com que o material se reproduza da mesma maneira que as conchas – em um processo de proliferação e mineração.

O material que resulta da combinação é quase tão resistente quanto o cimento composto de calcário e argila e, enquanto o hidrogel ajuda a manter a umidade, as cianobactérias do gênero Synechococcus é responsável pela fotossíntese, que gera biominerais para a formação da estrutura. Em comentário, Srubar afirmou que a reprodução das bactérias é mais eficaz do que a impressão 3D: “Sabemos que as bactérias se proliferam em taxa exponencial. Isso é diferente de, como dizemos, imprimir em 3D um bloco ou moldar um tijolo. Se pudermos cultivar nossos materiais biologicamente, podemos fabricar em escala exponencial”, disse o líder do estudo.

Além de uma reprodução com maior facilidade, fator que auxilia os processos de construção, a redução de poluentes também é uma característica positiva do novo projeto, caso a tecnologia passe a ser utilizada. No entanto, para que a estrutura realize sua função corretamente e as cianobactérias permaneçam vivas, é necessário que as condições de umidade sejam bastante controladas.

A intenção de Srubar e sua equipe é desenvolver microorganismos que resistam ao processo de secagem do material vivo, para que seja útil em todas os climas – e até fora do planeta Terra. Visto que o transporte de materiais de construção para fora do planeta é uma das partes mais caras do processo, a equipe de Srubar acredita que, com o material que se reproduz, isso se tornará mais viável.

No futuro, o cientista acredita que será possível enviar uma pequena amostra do material para os clientes, para que eles mesmos produzam seu “cimento”. A pesquisa indica, segundo Srubar, um futuro onde será possível desenvolver materiais que interagem diretamente com o ambiente: Estamos apenas arranhando a superfície e criando as fundações de uma nova disciplina. O céu é o limite”, completou.

Source: Exame Gestão Positiva

O Brasil vive uma explosão de fintechs, as startups de serviços financeiros. São mais de 500 delas que transacionam todos os dias bilhões de reais de pessoas físicas e outras empresas, muitas cobrando taxas menores do que as de bancos tradicionais.

Mas o empresário José Santos achou que os produtos disponíveis, embora abundantes, ainda não eram suficientes para atender a uma parcela específica da clientela: os caminhoneiros.

Santos, que já tinha experiência tanto com meios de pagamento quanto com o público caminhoneiro em empresas anteriores, criou em 2014 uma empresa que ajudasse os caminhoneiros a lidar com suas finanças. Assim nasceu a Target Meios de Pagamento (ou Target MP), uma “fintech dos caminhoneiros” e que oferece serviços como cartão de crédito e conta digital voltados para as especificidades desses trabalhadores.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), são mais de 2 milhões de caminhoneiros trabalhando no Brasil, sendo 700.000 deles por conta própria. “Para o pessoal que trabalha com logística, como os caminhoneiros, é preciso entender do negócio, falar a língua deles. Só assim é possível oferecer bons produtos financeiros”, diz Santos.

O público da Target MP vai de caminhoneiros autônomos àqueles que são funcionários de alguma transportadora. Hoje, a fintech tem um braço corporativo que atende também empresas de logística e agronegócio, que usam as ferramentas da empresa para pagar seus funcionários ou fornecedores.

Com clientes que transacionam milhares de reais ao mês, o faturamento da Target MP foi de 1 bilhão de reais em 2018. A projeção para 2019, cujos números ainda não foram totalmente contabilizados, era ter alta de 70% na receita e faturar 1,7 bilhão de reais.

Um dos braços da empresa tem desde 2015 produtos feitos em parceria com o banco Bradesco, oferecendo um cartão do banco aos clientes com a bandeira Visa. No ano passado, contudo, a Target decidiu também criar um produto financeiro próprio, e lançou a Target MP Conta Digital — que não tem vínculo com o banco. A Target tem ainda parceria com empresas como o Sem Parar, que permite evitar filas para o pagamento de pedágios.

Para além da conta e de cartões em si, as plataformas da Target oferecem aos caminhoneiros soluções para controlar a vida financeira, no trabalho e fora dele, diz Santos. O aplicativo da empresa reúne comprovantes de pagamento de contratos e certificações de que ele pagou impostos devidos na estrada (como o chamado “vale-pedágio”). “Se ele pegar uma fiscalização na estrada, é só mostrar, está tudo reunido ali”, diz Santos.

A plataforma faz ainda cálculo de quanto dinheiro será gasto em pedágio ou valor de fretes, estimativa de rotas para economizar combustível e rastreamento para que as empresas consigam saber onde estão as cargas. Santos afirma que, ao usar os produtos, um caminhoneiro autônomo ou uma empresa conseguem planejar melhor as finanças e maximizar os lucros.

Aplicativo da Target MP: serviços para caminhoneiros e empresasTarget MP/Divulgação

O objetivo é cada vez mais virar “a startup das estradas” em todos os momentos de necessidade dos clientes. Para o futuro, a Target está negociando com algumas instituições financeiras a possibilidade de oferecer também antecipação de recebíveis aos caminhoneiros autônomos, para que eles possam usar o adiantamento dos serviços prestados para comprar itens como peças e pneus ou fazer empréstimo pessoal. Outro projeto para os próximos meses é passar a permitir transações por WhatsApp, usados pela maioria dos caminhoneiros.

Do lado das empresas de logística, a Target também quer, em breve, oferecer um serviço de antecipação de recebíveis: sempre que uma transportadora fecha um contrato de serviço com alguma empresa, demora ainda cerca de um mês para receber, embora precise de fluxo de caixa imediato. Pela proximidade com caminhoneiros e o setor logístico, a Target também se aproximou de clientes no agronegócio, que enfrentam problemas parecidos e tendem a ser contratantes das próprias transportadoras clientes da Target.

A sede da Target MP fica no Rio de Janeiro, e a empresa tem também um escritório no bairro do Alphaville, região metropolitana de São Paulo. Há cerca de 40 funcionários nos escritórios, além de outros 20 responsáveis pelas vendas e que circulam para convencer caminhoneiros e transportadoras em todo o Brasil a usar os produtos.

Quando Santos criou a Target MP, as fintechs ainda não eram tão populares. Era difícil encontrar um brasileiro que falasse com naturalidade termos como “carteira digital” ou conhecesse empresas como Nubank e PicPay, embora elas já existissem.

Agora, mesmo com uma centena de serviços disponíveis (e sendo potenciais concorrentes), o empresário acredita que a Target ainda tem espaço para crescer justamente por “entender as dores” dos caminhoneiros, coisa que as outras startups não conseguem. “Se um cara de fintech ouvir esses jargões de caminhoneiros, não vai entender nada. Um serviço de nicho é necessário”, diz.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Conheça Emma, nossa colega de trabalho do futuro. Para quem imaginou um robô substituindo humanos, o futuro de Emma é mais preocupante: os olhos sempre secos e vermelhos, os pulsos inchados e as costas curvadas são alguns problemas de saúde desenvolvidos ao longo dos anos.

Emma foi criada pelo Fellowes, empresa britânica de móveis de escritório, para chamar atenção para diversos problemas de saúde que acometem os profissionais atualmente.

O projeto exagera os efeitos que a má postura, sedentarismo e longas horas em frente ao computador podem gerar após 20 anos.

Em estudo encomendado pela empresa, nove de 10 trabalhadores britânicos reclamaram que possuem problemas de saúde relacionados ao ambiente de trabalho.

Na pesquisa online com a agência Virgo Health, que contou com a resposta de 1.001 pessoas do Reino Unido, 50% dos entrevistados relataram ter cansaço visual, 49% sofrem com dores nas costas e 48%, com dores de cabeça.

E sete de 10 dos profissionais disseram que utilizam medicamentos para lidar com esses sintomas.

Embora a boneca apresentada pela empresa seja estranha, ela chama atenção para as condições de trabalho em escritórios.

O relatório aponta fatores de risco para saúde, incluindo a estrutura física dos prédios corporativos, as longas horas passadas em cadeiras e mesas desconfortáveis e também o estresse. E embora o tema seja favorável para os negócios da Fellowes, os riscos à saúde são realistas.

Entre os problemas acumulados por Emma, estão: as costas curvadas causadas pela má postura, varizes como resultado de longas horas sentada, olhos secos e vermelhos pelas horas na frente do computador, pulsos e tornozelos inchados por movimentos repetitivos, pele pálida pela exposição prolongada a luzes artificiais e eczema por causa do estresse.

<span class="hidden">–</span>Fellowes Brands/Divulgação
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Source: Exame Gestão Positiva

A atriz Regina Duarte ainda não decidiu se aceitará o cargo de secretária especial da Cultura oferecido a ela pelo presidente Jair Bolsonaro na sexta-feira 17.

Mas, segundo a coluna Monica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, a atriz pediu neste sábado 18 a membros da equipe do presidente para anunciar sua decisão somente na segunda-feira 20. Quando a oferta de Bolsonaro veio à tona, a atriz disse que decidiria até a manhã de hoje.

Assumidamente de direita e aliada do presidente Jair Bolsonaro desde que o político se candidatou à Presidência, Duarte já havia sido cotada para cargos no passado.

O jornal O Estado de S.Paulo também afirmou que o governo estuda recriar o Ministério da Cultura (extinto no ano passado, primeiro ano do governo Bolsonaro) para abrigar Duarte. A avaliação, segundo fontes ouvidas pelo jornal, seria de que o nome dela é forte demais para apenas uma secretaria.

A atriz ainda não se pronunciou publicamente desde o convite de Bolsonaro. Os dois devem se encontrar pessoalmente na segunda-feira, no Rio.

Em entrevista ao apresentador Pedro Bial no ano passado, a atriz disse ser chamada de “fascista” por pessoas de oposição ao governo, e disse que sente certa censura por parte de quem discorda de Bolsonaro. “E eu achando que vivia em uma democracia, onde eu tenho o direito de pensar de acordo com o que eu quero. Eu respeito todo mundo que pensa diferente de mim. Não saio xingando as pessoas por aí”, disse.

Referências nazistas

Duarte foi convidada para assumir a secretaria depois da demissão do então secretário, Ricardo Alvim. Em vídeo divulgado na quinta-feira 16, Alvim parafraseou trechos de um discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista entre 1933 e 1945 e braço-direito do ditador Adolf Hitler. O governo nazista de Hitler matou mais de seis milhões de judeus antes e durante a Segunda Guerra Mundial. 

Com a repercussão negativa de suas declarações, Alvim foi demitido nesta sexta-feira 17.

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo – ou então não será nada”, disse o ex-secretário no vídeo, com o objetivo de divulgar um novo prêmio nacional para as artes.

A fala é parecida a um pronunciamento de Goebbels direcionado à diretores de teatro que consta da obra “Joseph Goebbels: Uma biografia”, do historiador alemão Peter Longerich. “A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande pathos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada.”

Source: Exame Gestão Positiva

Em vigor desde o último dia 3, a chamada Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/2019) já surtiu ao menos um efeito prático: uma consulta às páginas de instituições de segurança pública na internet revela que, para se ajustar às novas regras, as corporações estão deixando de divulgar fotos e nomes de pessoas detidas que ainda não tenham sido condenadas pela Justiça.

Além de tipificar os crimes de abuso de autoridade, a lei estabelece as penas a que estão sujeitos os agentes públicos que a descumprirem. O Artigo 13, por exemplo, veta o uso da força, da violência ou de grave ameaça para obrigar o detento a exibir-se, mesmo que parcialmente, “à curiosidade pública”. Já o Artigo 38 prevê pena de seis meses a dois anos, mais multa, para o agente público responsável por investigação que, antes de decisão judicial, atribuir culpa a qualquer investigado ou denunciado.

A lei se aplica a todo servidor público, incluindo promotores e procuradores. E também prevê sanções para o responsável que deixar de comunicar a detenção de alguém ao juiz ou à família do preso; prolongar a prisão sem motivo justificado; decretar a condução coercitiva de suspeito sem tê-lo antes intimado a comparecer para depor; mantiver, em uma mesma cela, presos de sexos diferentes ou crianças e adolescentes com maiores de idade; além de prolongar, indefinidamente, qualquer investigação.

Adaptação

Em todo o país, forças de segurança pública estão procurando se ajustar à lei. Na última quarta-feira (15), a Polícia Militar do Pará iniciou um ciclo de palestras para capacitar os policiais sobre as implicações da Lei de Abuso de Autoridade. A proposta da corporação é, em conjunto com o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), percorrer todas as unidades militares do estado. As guardas civis de Contagem (MG) e de Paulo Afonso (BA), entre outras, também já reuniram seus integrantes ou divulgaram orientações sobre os novos procedimentos.

Já a Secretaria de Segurança Pública da Bahia determinou que as polícias Militar e Civil deixem de apresentar presos e de divulgar seus nomes e fotos. “Nos casos de procurados pela Justiça com mandados de prisão, a SSP entende que a divulgação das imagens atende a um bem maior, o direito constitucional do cidadão à segurança pública”, informa a pasta, que vai disponibilizar, em seu site, uma cartilha para orientar policiais militares e civis.

Chefe da divisão de comunicação da Polícia Militar de Goiás, o tenente-coronel Sandro Mendonça confirmou à Agência Brasil que a entrada em vigor da lei aprovada em agosto do ano passado já trouxe mudanças para o dia a dia da corporação.

“Houve sim um impacto. Suspendemos, em definitivo, a divulgação de qualquer foto e de nomes, para não corrermos o risco de sermos enquadrados por suposto constrangimento. Estamos orientando todos a evitar comentar detalhes de processos disciplinares em andamento, principalmente em fase inicial. E já pedimos à Corregedoria para preparar um documento para os oficiais saberem como orientar seus subordinados”, detalhou Mendonça.

Para o tenente-coronel, a insegurança inicial que a lei vem despertando é natural e típica de novidades que acarretam mudanças práticas. “Muitos operadores da área estão inseguros, mas isto se deve ao fato deste ser um assunto muito novo, sobre o qual ainda não há uma jurisprudência [conjunto de decisões dos tribunais que representa a interpretação jurídica majoritária sobre o assunto]”, comentou Mendonça, citando a divulgação da foto de procurados pela Justiça como um dos exemplos em que a Polícia Militar goiana ainda tem dúvidas sobre a melhor forma de agir.

“Antes divulgávamos a foto destas pessoas para pedir o auxílio da população, que nos ajudava com informações. Agora, por receio, estamos evitando fazer isto. Pelo menos até que a interpretação da lei esteja pacificada”, acrescentou Mendonça.

Para o tenente-coronel Orlandino Lima, chefe da assessoria de comunicação da PM paraense, é cedo para julgar o mérito da lei. “Será preciso algum tempo até conseguirmos avaliar seu real impacto. No nosso caso, estamos tomando mais cuidado não só com a divulgação de nomes e fotos, mas também com as abordagens policiais, que precisam ser feitas, mas não podem resultar em constrangimento desnecessário ou coação”, disse Lima.

Repórter policial há quase 30 anos, advogado e autor do livro Reportagem Policial – Um Jornalismo Peculiar (ed. Realejo), Eduardo Velozo Fuccia também notou “uma certa preocupação” de parte de suas fontes. “Ainda não recebi nenhuma manifestação oficial, mas a preocupação é perceptível”. Para Velozo, a Lei 13.869 não prejudicará o trabalho jornalístico ético e cuidadoso, nem a divulgação de informações de real interesse da sociedade.

“A lei apenas consolida o que a legislação brasileira já prescrevia e que nem sempre era cumprido. É um freio aos desmandos, aos excessos que, eventualmente, eram praticados – em alguns casos, com a anuência da imprensa, que divulgava o nome e a imagem de pessoas que não passavam de suspeitas, sem o devido cuidado para evitar danos morais ou materiais. Inclusive para empresas, que também podem ser injustamente prejudicadas”, declarou o jornalista, discordando dos que consideram que o objetivo da lei é proteger figuras poderosas alvo de investigações.

“Quantitativamente, o abuso afetava mais aos chamados peixes pequenos. No caso de graúdos, os que detém poder político e econômico, os órgãos oficiais sempre tiveram uma cautela maior. Justamente por saberem que podiam ser responsabilizados mais facilmente. Quando não havia esta cautela, na maioria das vezes, era porque o vazamento atendia a algum interesse”, afirmou Velozo, defendendo a discricionariedade, ou seja, a margem de liberdade para o agente público agir sem ferir a legislação.

“Qualquer lei que engesse a ação do agente público [ao prescrever uma única forma de agir juridicamente] pode prejudicar o interesse da sociedade. A divulgação das fotos de pessoas procuradas, por exemplo. Há casos de grande clamor, e se partirmos da premissa de que, quando a instituição policial veicula estas informações, é porque já tem, contra o investigado, um mandado de prisão em aberto, provas, a não divulgação seria um exagero contrário ao interesse da sociedade”, acrescentou o jornalista.

Críticas

Apesar de ser fruto de um debate de dois anos no Congresso Nacional, e de substituir a Lei 4.898, de 1965, a Lei de Abuso de Autoridade não é unanimidade. Criticada nas redes sociais, inclusive por uma suposta “subjetividade”, a nova lei mobilizou associações de magistrados, de membros do Ministério Público, de policiais e de auditores fiscais, além do partido Podemos, que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender sua entrada em vigor. No total, há sete ações questionando a constitucionalidade da nova norma, mas não há prazo definido para que o assunto seja julgado. O relator das ações é o ministro Celso de Mello.

Source: Exame Gestão Positiva

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu neste sábado 18 que o pagamento de salários de professores e pesquisadores de universidades estaduais deve seguir o teto remuneratório do serviço federal.

A decisão garante que o valor máximo das remunerações deve ser de R$ 39,2 mil. Antes da decisão, os estados aplicavam um subteto, que reduzia os salários dos docentes locais.

A liminar do ministro foi proferida na Ação Direta da Inconstitucionalidade (ADI) 6.257, protocolada na Corte pelo PSD. Para o partido, o subteto para servidores públicos estaduais criou “injustificável distinção” remuneratória entre instituições universitárias estaduais e federais.

Ao analisar o caso, Toffoli entendeu que deve ser observado o princípio constitucional da igualdade para pagamento dos salários dos professores de universidades do país.

“Ante o quadro revelado, defiro a medida cautelar pleiteada para dar interpretação conforme ao Inciso XI do art. 37, da Constituição Federal, no tópico em que a norma estabelece subteto, para suspender qualquer interpretação e aplicação do subteto aos professores e pesquisadores das universidades estaduais, prevalecendo, assim, como teto único das universidades no país, os subsídios dos ministros do Supremo Tribunal Federal”, decidiu Toffoli.

A decisão do ministro foi tomada liminarmente e será discutida novamente pelo plenário no julgamento de mérito, que ainda não tem data para ocorrer.

Source: Exame Gestão Positiva

Uma das marcas mais renomadas do mundo do entretenimento deixou de existir. A Disney anunciou nesta sexta-feira 17 que vai deixar de usar o nome “Fox” no estúdio 20th Century Fox, que a companhia comprou em 2017. A companhia agora passará a se chamar somente 20th Century Studios.

O estúdio fazia parte do grupo 21st Century Fox (cujo nome está um século adiante). O conglomerado de mídia inclui de séries como Os Simpsons e canais como National Geographic. O nome geral do grupo já havia deixado de existir com a fusão, quando seus departamentos foram incorporados à outros braços da Disney. Agora, chegou a vez do estúdio 20th Century Fox. 

A mesma mudança anunciada nesta semana valerá também para o estúdio Fox Searchlight, que passará a se chamar Searchlight Pictures.

A aquisição do grupo 21st Century Fox custou à Disney 71,3 bilhões de dólares e só foi finalizada em 2019, após aprovação de órgãos reguladores em diversas partes do mundo.

Segundo o jornal The New York Times, boa parte da motivação para abolir o nome “Fox” das empresas vem do desejo de se afastar das polêmicas do canal de notícias Fox News, que pertence ao empresário Rupert Murdoch e é grande apoiador do presidente americano, Donald Trump.

O movimento acontece sobretudo em um cenário em que a comunidade cinematográfica vem se unindo em torno de movimentos como o “Me Too” (que pede a valorização das mulheres no cinema e fim do assédio), que tem declarações anti-feministas de Trump como alguns dos alvos. A mudança de nomes feita pela Disney acontece também no mês em que estreou no mundo inteiro o filme “O escândalo”, sobre um ex-executivo da Fox acusado de assédio.

A Fox News fazia parte do grupo 21st Century Fox, mas não foi comprado pela Disney e hoje faz parte do grupo de empresas que continuou com Murdoch após a venda. O atual grupo de Murdoch passou a ser chamado de Fox Corporation.

A história da Fox

Murdoch tomou controle da 21st Century na década de 80. O estúdio 20th Century Fox, um dos seis maiores produtores de sucessos de Hollywood, era um dos principais ativos do conglomerado de mídia.

O estúdio surgiu oficialmente em 1935, mas o nome “Fox” passou a ser presença constante em filmes de Hollywood já em 1915. Na ocasião, o imigrante húngaro William Fox fundou um estúdio que levava seu nome, batizado de Fox Film Corporation. A crise de 1929 fez a empresa ter de se juntar a uma concorrente, a Twentieth Century Pictures, o que levou à criação do 20th Century Fox em 1935.

A mudança no nome feita pela Disney veio para valer, e o e-mail dos funcionários do estúdio já foi alterado. O nome “Fox” também vai sair dos logos das empresas, mas a imagem do logo, já clássica no mundo do cinema, vai permanecer.

A nova cara da empresa vai ser mostrada ao público pela primeira vez em fevereiro, quando estreiam os filmes “Downhill”, pela Searchlight Pictures, e “The Call of the Wild”, com participação do ator Harrison Ford, pela 20th Century (os filmes ainda não possuem nome em português).

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O ano de 2020 tende a ser de consolidação para a Disney. Além de fazer a digestão de todos os produtos da 21st Century comprados há dois anos, a empresa verá os primeiros resultados do Disney+, serviço de streaming que foi ao ar em novembro e juntou todo o imenso portfólio da empresa para brigar com concorrentes como Netflix, HBO e Amazon Prime Video.

Com a fusão, o Disney+ conta tanto com clássicos da Disney (e de suas empresas, como a Pixar) quanto com produtos da 21st Century, como a série de desenhos “Os Simpsons”. Em dois meses no ar em países como Estados Unidos e Canadá — e ainda sem chegar à Europa e ao Brasil –, o Disney+ já teve mais de 40 milhões de downloads somente em celulares.

Streaming à parte, a produção de conteúdo também teve cifras recordes na Disney nos últimos meses: com sucessos como O Rei Leão Aladdin refeitos, e sequências como Frozen 2, a empresa superou 11 bilhões de dólares em bilheteria.

Source: Exame Gestão Positiva

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, informou neste sábado 18 que foram encontrados quatro casos de inconsistências na correção da segunda prova do exame, cujos resultados foram divulgados na sexta-feira 17.

Devido ao erro, alguns alunos relataram nas redes sociais terem sido surpreendidos com notas baixas. O Inep afirmou acreditar que 1% dos candidatos foram afetados, o que totalizaria cerca de 39.000 pessoas. Até agora, foram confirmados quatro casos, todos em Viçosa, em Minas Gerais.

Pelo Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que até segunda-feira 20 o problema será resolvido e ninguém será prejudicado. Segundo o ministro, o alcance do problema é “muito baixo”.

“Houve inconsistência no gabarito de algumas provas do Enem 2019 e, por isso, candidatos foram surpreendidos com os resultados de suas notas. O número é muito baixo. Até segunda-feira, dia 20, tudo será resolvido. Pedimos desculpas aos participantes do exame pelo transtorno”, escreveu o ministro.

Gráfica

Em coletiva de imprensa realizada nesta manhã, em Brasília, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, disse que o erro foi provocado pela gráfica responsável pela impressão da prova.

Segundo o presidente, o arquivo enviado pela empresa para a Cesgranrio e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsáveis pela aplicação da prova, provocou o problema. No caso dos quatro alunos com erro na correção confirmados até agora, o problema veio do fato de que o gabarito não era da cor da prova feita pelo aluno.

Ou seja, a resposta certa na prova amarela pode ser da letra A, enquanto a certa na prova azul pode ser da letra E. Assim, o sistema de correção, que é automático, identificou que o aluno errou as questões.

O Inep colocou à disposição um endereço de e-mail para que os alunos tirem dúvidas sobre suas notas e possam pedir a verificação de sua situação. Os participantes que acreditam haver necessidade de revisão em suas notas devem enviar um e-mail para o endereço eletrônico enem2019@inep.gov.br.

Em nota enviada à imprensa, o órgão afirmou ainda que a equipe técnica do instituto está realizando varreduras na base de dados “para detectar e solucionar cada um dos casos individualmente”, e que tudo será finalizado até segunda-feira 20.

O Inep afirma também que não haverá prejuízo ao cronograma do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e que “nenhum participante será prejudicado”.

Source: Exame Gestão Positiva

Dinâmica crescente no Brasil, a candidatura mediante a formação de chapas coletivas e a proposição de mandato compartilhado deve se manter nas eleições deste ano. Assim avalia o administrador e professor universitário Leonardo Secchi, que coordenou um estudo sobre o assunto, divulgado pela Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps).

No volume intitulado “Mandatos Coletivos e Compartilhados: Desafios e possibilidades para a representação legislativa no século 21”, o grupo de pesquisadores pontua que, no Brasil, há um aceno para esse estilo de governar desde a década de 1990. Um mapeamento da equipe identificou um total de 110 candidaturas no Brasil, entre os anos de 1994 e 2018.

Os agrupamentos tinham origem em 17 estados da federação, com vinculação a 22 partidos. Ao todo, as chapas angariaram 1.233.234 votos, sendo que 32 delas derrotaram seus adversários nas urnas.

Em São Paulo, a Bancada Ativista foi a primeira candidatura coletiva a se eleger, em 2018. Como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admite tal participação somente quando representada nas urnas por um dos membros, indicou-se a jornalista Mônica Seixas (PSOL) para responder em nome de todos.

Segundo Leonardo Secci, hoje os brasileiros endereçam muitas contestações àqueles que chegam ao poder, por sentir que não há representatividade. A população, diz ele, tem reclamado que os eleitos não seguem a “vontade das ruas” nos mandatos. Por isso, a projeção é de que haja um incremento na parcela de candidatos que pretendem governar com essa qualidade.

No pleito de outubro, serão eleitos prefeitos e vereadores. De acordo com o TSE, o eleitorado do país somava mais de 147 milhões de pessoas, nas últimas eleições, em 2018.

“Isso tem gerado essa tal de crise em dois sentidos: a de criar novas estratégias ou, então, a da radicalização de discursos de uma retomada de ideologia”, afirma o acadêmico, que leciona na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), instituição de ensino que também apoiou o projeto, em companhia do Instituto Arapyaú. “Essas duas tendências vão ser sentidas, agora em 2020, no mundo e no Brasil também.”

Em entrevista concedida à Agência Brasil, Secchi pontuou ainda que, em oposição à ideologia, se encontra outra forma que os governantes podem assumir: definir ações e politicas públicas com base em “evidências, análise, dados”, mensuração de “custo-benefício e impacto social” e, por conseguinte, accountability, termo em inglês que tem relação com a prestação de contas e a transparência dos atos tomados pelos gestores públicos. “Acredito que o Brasil esteja muito avesso a tudo para que se tenha que pensar demais. As pessoas têm respostas rápidas, muito contundentes e veem a análise como cortina de fumaça”, argumenta.

Associações no exterior

A obra editada pela Raps também lista exemplos de iniciativas observadas em outros pontos do globo. Um deles é o partido político Demoex, que foi fundado em 2002, por alunos e por um professor de filosofia chamado Per Norbäck, em uma escola secundária na cidade de Vallentuna (Suécia). Desacreditando no sistema político então existente, decidiram lançar suas próprias propostas a partir de um partido local composto por eles, já que a Suécia reconhece esse tipo de agremiação política.

“O Demoex/Direktdemokraterna chegou a ter 273 membros ativos e utilizou uma ferramenta de incentivo à participação, compartilhando parte do salário parlamentar com aqueles que fossem mais assíduos nos debates e nas votações on-line”, diz trecho dos pesquisadores, que adicionam que essa pode ser considerada a primeira experimentação contemporânea de sucesso de mandato compartilhado.

Source: Exame Gestão Positiva

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro fez uma petição na Justiça nesta sexta-feira 17 para que seja dada publicidade a laudos sobre a qualidade da água que é disponibilizada à população no estado. Os mais de 70 laudos estão em posse da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Estado (Cedae).

Na quarta-feira 15, a companhia chegou a disponibilizar esses laudos em seu portal, mas o MP do Rio afirma que a ação ainda não cumpre recomendação. O pedido foi feito pelo Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público.

O MP requer que a empresa apresente o resultado de todas as medições e análises laboratoriais realizadas em amostras de água tratada na saída da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio Guandu e em todos os pontos de coleta ao longo da rede de distribuição nos últimos quatro anos.

A Cedae também deve apresentar um plano de ação de monitoramento e avaliação da potabilidade da água a ser fornecida aos consumidores, bem como de verificação da rede de distribuição, incluindo práticas de gestão e comunicação das informações aos órgãos ambientais e de saúde pública.

A distribuidora deve adotar as medidas necessárias para sanar toda e qualquer inconformidade encontrada nas amostras de água que comprometam a qualidade para consumo humano e doméstico em atendimento aos parâmetros técnicos fixados pelo Ministério da Saúde.

Entenda a crise da água

A distribuição de água no Rio de Janeiro vive uma crise. Desde o começo do ano, moradores de vários bairros da capital e da Baixada Fluminense vêm reclamando da cor turva, do cheiro e do gosto diferenciados da água distribuída à população.

Segundo a Cedae, esses aspectos são causados pela presença de geosmina. A empresa estadual afirma que essa substância não oferece riscos à saúde e é produzida por algas, e que a turvação na água pode ter sido ocasionada por problemas como caixas d’água sem a limpeza necessária.

Os questionamentos sobre a qualidade da água no Rio vêm fazendo os moradores lotarem os mercados em busca de água mineral, levando a escassez do produto nos supermercados e disparada de preços.

O diretor-presidente da Cedae, Hélio Cabral, disse na quarta-feira que a água distribuída pelo Reservatório do Guandu, que atende grande parte da população da região metropolitana do Rio, não terá mais a presença da geosmina a partir desta semana. Novos equipamentos para melhorar o tratamento da água no Guandu também chegaram ao Rio de Janeiro e testes começarão a ser feitos com uso de carvão ativado.

Ainda assim, a Cedae afirmou que a água como está não oferece riscos à população. “Não existe risco em função do gosto da água que estamos observando”, disse o gerente de controle de qualidade da água, Sérgio Marques.

O governador do Rio, Wilson Witzel, exonerou nesta semana o diretor da Cedae Marcos Chimelli, responsável pelo gerenciamento da qualidade da água.

No centro da crise, a Cedae era uma das prioridades do governo para ser privatizada neste ano. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pelo estudo que deve levar à privatização da empresa, vai realizar a partir de fevereiro roadshows no Brasil e no exterior para atrair investidores interessados na companhia.

Source: Exame Gestão Positiva

O presidente Jair Bolsonaro sancionou sem vetos a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020. O anúncio foi feito na noite de sexta-feira 18, pouco antes das 23h, pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral de Governo, Jorge Oliveira, num post na rede social Twitter.

A expectativa é que a publicação saia no Diário Oficial da União de segunda-feira 20, data limite para a publicação do texto. A LOA já havia sido aprovada em 19 de dezembro pelo Congresso Nacional, e tinha até 30 dias para ser sancionada.

O orçamento manterá o controverso fundo de 2 bilhões de reais para o financiamento de campanhas eleitorais, o chamado “fundo eleitoral”. O fundo, assim como os demais itens da LOA, foi aprovado pelos parlamentares em dezembro, e não foi vetado por Bolsonaro nesta sexta-feira.

Embora o presidente Jair Bolsonaro venha se dizendo contrário ao fundo, o valor foi proposto justamente pelo governo, na primeira proposta do texto enviada ao Congresso. Os parlamentares ensaiaram aumentar o valor para 3,8 bilhões de reais, mas recuaram.

O presidente estava sendo pressionado por sua base eleitoral a vetar o montante destinado aos partidos. Em dezembro, ele chegou a indicar que barraria o fundo, mas recuou horas depois.

Bolsonaro vem afirmando que teria de aceitar o fundo por causa do artigo 85 da Constituição, que discorre sobre responsabilidade fiscal.

Um dos motivos pelos quais um presidente incorreria nesse crime, segundo a Carta, é cometer ações que contrariem direitos políticos, sociais e individuais — o que, segundo Bolsonaro, poderia ser interpretado caso ele barrasse ou diminuísse o financiamento aos partidos do fundo. Por esse motivo, o presidente diz ser contrário ao fundo, mas afirma ser um “escravo da lei”.

O fundo eleitoral foi usado pela primeira vez em 2018, depois que o financiamento de campanhas por empresas foi abolido de modo a evitar casos de corrupção. Na eleição daquele ano (que elegeu deputados, senadores, presidente e governadores), o montante destinado a campanhas pelo Orçamento foi de 1,7 bilhão de reais.

Os números de 2020

O orçamento traz previsão de receitas e despesas totais de 3,687 trilhões de reais para 2020.

O texto deste ano destina 2.375,8 de reais trilhões para o Orçamento Fiscal, 1.189,7 trilhão de reais para a Seguridade Social, e 121,4 bilhões de reais para os investimentos das estatais. Para a rolagem (renovação) da dívida pública, estão reservados 917,1 bilhões de reais.

Esses valores são calculados com base na projeção de receitas e despesas do país para o próximo ano. Esta versão da LOA projeta cotação média do dólar a 4 reais e crescimento de 2,32% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). A inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está prevista em 3,53% neste ano. A meta da taxa de juros básica, a Selic, é de 4,40%.

A meta fiscal para o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) ficou em 124,1 bilhões de reais, abaixo dos 139 bilhões de reais em 2019.

Teto de gastos

Este será o quarto exercício financeiro consecutivo de cumprimento da emenda constitucional do teto dos gastos, que limita o crescimento das despesas públicas pelos próximos 20 anos à inflação do ano anterior. Por isso, em 2020, as despesas primárias não poderão ultrapassar 1,4 milhão de reais.

Com pouco espaço no orçamento, o Brasil deve ter em 2020 a menor quantia disponível para investimento desde 2004. As despesas obrigatórias, como salários e determinadas verbas direcionadas a estados e municípios, representam mais de 94% do orçamento.

Os investimentos no ano que vem equivalerão a apenas 0,3% do PIB. Isso representa menos da metade do gasto realizado em 2019. O Tesouro Nacional estima que os investimentos encerrarão este ano em torno de 50 bilhões de reais, entre 0,65% e 0,7% do PIB (o número só será divulgado no fim de janeiro).

Source: Exame Gestão Positiva

O concurso nº 2.225 da Mega-Sena deste sábado 18 pode pagar 27 milhões de reais para a aposta que acertar as seis dezenas. Segundo a Caixa, a probabilidade de acerto com apenas um bilhete é de 1 para cada 50.063.860.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) de hoje em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país e também pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa 4,50 reais.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Em uma guerra aberta desde a sua saída da liderança do governo, a deputada federal Joice Hasselmann não acredita que precisará do presidente Jair Bolsonaro para vencer a disputa pela prefeitura de São Paulo. Para ela, apesar de estar sendo atacada recorrentemente pelos apoiadores do presidente nas redes sociais, o Brasil não é a “bolha falsa” vista no Facebook e no Twitter.

Mesmo assim, Joice não se posiciona como oposição ao presidente. “Não faço oposição ao presidente, mas às lambanças do presidente”, diz ela. “Mas eu sou oposição declarada aos filhos dele.”

Até agora, apenas três pesquisas foram realizadas para disputa de 2020 pela principal cadeira do Edifício Matarazzo, também conhecido como Palácio do Anhangabaú, sede da prefeitura paulistana. As primeiras, realizadas pelo Instituto Paraná Pesquisas e a XP/Ipespe (e antes da briga da parlamentar contra o clã Bolsonaro, em outubro), colocavam Hasselmann entre os cinco primeiros com cerca de 8% das intenções de voto.

O último levantamento, realizado pela desconhecida consultoria Brada Comunicação, apontou a deputada federal como a 10ª opção, com 1,5% de intenção de voto. Mesmo assim, a deputada não enxerga correlação.

“Nesse momento, o percentual e nada é a mesma coisa. É só lembrar da última eleição para a prefeitura que tivemos um candidato que saiu de 1% para vencer no primeiro turno, que foi o própria João Doria”, diz a parlamentar. Para ela, “São Paulo precisa ter um padrão Manhattan” em referência ao centro da cidade de Nova York.

Na entrevista a seguir, a deputada federal, que recebeu mais de um milhão de votos em 2018, fala sobre os seus planos para a campanha de 2020, relação com o presidente Bolsonaro e o Congresso e o futuro das reformas econômicas. “Se depender do governo, não será aprovado nada”, afirma ela.

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Brada Comunicação mostra que a senhora está com 1,5% das intenções de voto. Qual foi a sua visão sobre esse resultado?

Cada instituto dá uma resposta diferente para a intenção de voto. Pesquisas anteriores me colocaram com intenções de 6% a 8%. Nesse momento, um alto percentual ou nada é a mesma coisa. É só lembrar da última eleição para a prefeitura em que tivemos um candidato que saiu de 1% para vencer no primeiro turno, que foi o própria João Doria. Mas uma coisa é fato: serei a única candidata direita que estará concorrendo à prefeitura. A Brada também trouxe que o eleitor quer uma mulher, com mais de 35 anos, e que não tenha o radicalismo reacionário que o Bolsonaro apresenta. Ele se apresentou como um liberal de direita, mas vimos que não é nada disso.

Mas a pesquisa mostra que 54% querem um prefeito com pensamento moderno, enquanto apenas 37% querem alguém de pensamentos conservadores. A senhora não se considera uma conservadora?

Eu sou absolutamente liberal na área da economia e em relação aos costumes sou conservadora. Porém, não sou reacionária. Eu aceito as diferenças e respeito as escolhas das pessoas. As pessoas maiores de idade e vacinadas fazem o que quiser com a vida delas, desde que respeitem a legislação. Mas a minha escolha pessoal, na minha casa e na educação dos meus filhos, é conservadora. Mesmo assim, não sou professora de Deus para colocar o dedo no nariz dos outros e dizer o que as pessoas precisam fazer com as suas vidas. Cada um faz o que quiser e temos a obrigação de respeitar. Essa é a diferença entre ser um liberal na economia e conservador nos costumes – e não o que foi feito por um grupo que se apresentou dessa maneira em 2018, mas que é paternalista, militarlista e reacionário. E isso é tudo o que eu abomino.

A senhora não terá mais o apoio do presidente Jair Bolsonaro em sua campanha. O quanto isso pode te atrapalhar? 

O Brasil não se resume ao Twitter, ao Facebook e ao Instagram. O Brasil é muito mais do que isso. Muita gente usa as redes sociais como ferramenta de trabalho, agora tem gente que não tem o que fazer e fica falando bobagem o dia inteiro por lá. Além disso, usam milhares de robôs que estão ali só para atacar as pessoas, como eu mostrei na CPMI das Fake News. Essa bolha que existe na internet, hoje, é falsa. Não tem nada a ver com a realidade do povo. Quando você anda na rua e olha nos olhos das pessoas, se percebe que a bolha é falsa. As pessoas me parabenizam pela coragem e o meu posicionamento. Eu não apoio quem passa a mão na cabeça de bandido. Não faço parte do grupo da rachadinha e do filé mignon para os filhos, por exemplo. Isso é o que o (ex-presidente) Lula fez. As pessoas que precisam ganhar o pão de cada dia estão sabendo o que está acontecendo.

Quais são as questões que a senhora acredita que são as mais urgentes de serem resolvidas na cidade de São Paulo?

Já estou com grupos estratégicos formados em áras como habitação, plano diretor, revitalização do centro e privatizações. Esses temas têm mexido comigo. Quando você enxerga o plano desenhado pelos outros candidatos e o que foi colocado em prática se vê que não foi feito praticamente nada. Houve uma sequência de estelionatos eleitorais. Antes de sair prometendo tudo, quero saber o que é possível fazer. Não adianta iniciar um processo de privatização para, depois de uma semana, a Justiça embargar. Tem que ser uma conversa de cavalheiros. Temos que ter uma São Paulo padrão Manhattan.

A senhora e o governador João Doria costumam trocar elogios públicos. Porém, o atual prefeito Bruno Covas irá concorrer como candidato ao PSDB. Como fica essa relação? O governador irá te apoiar?

Eu separo muito bem as coisas. Me dou bem com o João Doria, que é o meu amigo pessoal, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Não vou misturar a política que envolve milhões de brasileiros que moram em São Paulo com uma amizade pessoal. Seria criminoso fazer isso. O candidato do João Doria é o Bruno Covas. Gosto muito dos dois, mas terei que derrotar ambos, lamentavelmente.

Como a senhora enxerga a agenda de 2020 no Congresso? As reformas econômicas serão aprovadas ou o a relação do governo com o Legislativo pode atrapalhar?

Se depender do governo, não será aprovado nada. O governo não fez nada na própria reforma da Previdência. O presidente quando abria boca atrapalha o nosso trabalho para a aprovação. Estávamos fazendo caravana da Previdência de 1 trilhão de reais pelo Brasil e o presidente fazia “live” dizendo que se desse 600 bilhões de reais de economia já estava bom. Eu, o ministro Paulo Guedes e a equipe econômica ficávamos desesperados. O governo atrapalhava e muito. O presidente atrapalhava muito. A reforma aconteceu porque o Congresso queria. O Paulo Guedes ajudava bastante, apesar de algumas falas que não foram bem recebidas, assim como o secretário Rogério Marinho. Se as outras reformas terão o mesmo empenho, não acho que teremos mudanças tão profundas. A reforma tributária, por exemplo, vai acontecer, mas não na profundidade necessária. A atual está longe de ser a ideal, pois o governo está sendo omisso.

Hoje, a senhora se coloca como oposição ou situação ao presidente e ao seu governo?

Eu não sou oposição ao presidente, sou oposição às lambanças do presidente. São coisas bem diferentes. Se o governo quer passar por cima da lei e da ordem, criar subterfúgios, juiz de garantia, fazer acordos com o ministro do STF para colocar a investigação contra o filho debaixo do tapete, fazer o Brasil passar vergonha internacionalmente ao falar demais, colocar o filhinho de embaixador, passar a mão na cabeça de um maluco que tem o Twitter do pai liberado, sou oposição. Mas contra o presidente que deveria ser um homem dedicado ao Brasil, um estadista, nunca seria oposição. Quando ele mandar algum projeto para o bem do país, ele contará com o meu apoio e ao meu trabalho.

Então, a sua relação com os filhos do presidente continua deteriorada.

Eu sou oposição declarada a eles. São três patetas. Um é completamente megalomaníaco e louco, que é o Eduardo. Já o Carlos tem realmente um problema psiquiátrico, não à toa tem uma relação complicada com a família. Já no caso do Flávio, não conheço nenhum deputado que ganhe salário que um deputado ganhe que tem tanto aquele de imóveis, um apartamento gigantesco na Barra da Tijuca, que eu conheço, que tem a vida que ele tem criança na escola e afim. Tem alguma coisa muito errada no mundo de Flávio e não posso compactuar com isso.

Se a sua candidatura não engrenar, a senhora pensa em sair da corrida eleitoral ou até compor uma outra chapa como candidata à vice?

Isso nem passa pela minha cabeça. Não vou ser vice de ninguém. Não é por nada, e nada contra o cargo, mas o meu perfil é para fazer as coisas. Nâo é para ficar sentada como rainha da Inglaterra – não tem como dar certo. Preciso ter autonomia para decidir. Eu não tenho nenhum perfil de vice. Muita gente me procurou para isso e vem me procurado. Eu sou uma deputada de mais de um milhão de votos, a mais votada da história da Câmara dos Deputados, então não vou fazer isso com o meu eleitor.

Source: Exame Gestão Positiva

Ao acenar para o nazismo em um vídeo oficial do governo, o (já demitido) secretário de Cultura do governo federal, Roberto Alvim, serviu com louvor aos críticos mais estridentes de Bolsonaro. Estaria aí, finalmente!, a prova definitiva de que o ex-capitão é simpatizante de Adolf Hitler. Mas, após o choque inicial, a coisa toda é mais complicada do que parece.

O dramaturgo Roberto Alvim não tinha patrocinadores políticos para ocupar um alto posto de confiança no governo. Nem filiação partidária. Tampouco é um funcionário concursado que se mostrou imprescindível para a implementação de alguma política pública. São esses os três mecanismos mais frequentes de acesso a um cargo de confiança no nível federal, conforme já mostrei em diversos artigos acadêmicos escritos com colegas.

Mas no governo Bolsonaro esses mecanismos não funcionam tão bem quanto em outros governos. Há um alento: redes pessoais (e políticas) corruptas têm sido muito menos relevantes nesse governo para definir cargos de confiança. Mas filiados a partidos políticos – que são, de alguma maneira, selecionados e controlados por essas organizações – têm tido pouco espaço na administração. Funcionários concursados continuam sendo nomeados para cargos de confiança, mas em quantidade menor do que em governos anteriores.

Para diminuir o problema, as Forças Armadas podem funcionar como mecanismo de triagem para ajudar a seleção de pessoas consideradas competentes e leais pelo (e ao) presidente. Mas os militares têm expertise reconhecida na área de infraestrutura – não em outras. Esse mecanismo não basta.

Resta, então, um jogo de sinalização e retórica entre o presidente e seus possíveis nomeados. Quem concorda com Bolsonaro em algum tema polêmico – por exemplo, o suposto efeito nefasto do “globalismo” – sinaliza que será leal a ele caso venha a ocupar um cargo de confiança. Afinal, há afinidade ideológica. E quanto mais o sujeito topa expor essa afinidade, mais sanções ele sofrerá do grupo (majoritário, frequentemente) que discorda do presidente. Assim sinaliza lealdade.

Roberto Alvim exagerou na dose e foi demitido.

(Este artigo expressa a opinião do autor, não representando necessariamente a opinião institucional da FGV.)

Source: Exame Gestão Positiva

Em meio à crise gerada pelas reclamações quanto ao fornecimento de água no Rio de Janeiro, o governador, Wilson Witzel, anunciou hoje (17) detalhes sobre como pretende conceder a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) à iniciativa privada.

O serviço prestado pela empresa vem sofrendo críticas pelas alterações de odor e paladar causadas pela presença da substância geosmina na água, e o diretor de Saneamento e Grande Operação da companhia, Marcos Chimelli, foi exonerado nesta sexta-feira. O problema passou a ser investigado pela Polícia Civil, que ouviu hoje funcionários da Cedae na Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados.

O governador levantou a hipótese de a falha ter sido em razão de interesses contrários ao próprio leilão de concessão. “Por isso, a Polícia Civil está investigando”, disse Witzel por meio de nota.

Em comunicado à imprensa, o governo do estado informou que Witzel se reuniu nesta sexta-feira com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Palácio Guanabara, sede do governo do estado, e discutiu medidas e prazos para a concessão, que deve ser feita ainda este ano.

Também participaram do encontro o presidente da Cedae, Hélio Cabral, os secretários da Casa Civil e Governança, André Moura, da Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho, de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, e o procurador-geral do Estado, Marcelo Lopes.

A forma de concessão proposta pelo BNDES ainda precisa ser aprovada pela Câmara Metropolitana e por prefeituras do interior do estado, com as quais o governador deve se reunir nos próximos dias. Já o banco começará em fevereiro uma rodada de visitas a investidores no exterior para atrair potenciais interessados.

Concessão em blocos

Pelo modelo, a Cedae continuará responsável pela produção de água nos sistemas Guandu, Imunana-Laranjal e Lajes. A empresa estadual vai vender a água tratada para as concessionárias, que farão a distribuição nos 13 municípios da Região Metropolitana do Rio. Os demais sistemas de captação e tratamento de água serão operados diretamente pelas empresas privadas.

As futuras concessionárias devem fazer investimentos de R$ 32 bilhões ao assumir por 35 anos os quatro blocos em que serão divididos os 64 municípios atendidos pela Cedae. Cada bloco também terá uma parte do fornecimento de água na capital.

Os contratos vão exigir que as concessionárias levem 100% de abastecimento de água e 90% de esgotamento sanitário a suas regiões nos primeiros 20 anos de prestação de serviço. Para tal, serão necessários R$ 11,9 bilhões de investimentos em água e R$ 20,7 bilhões em esgoto.

Gosto de terra

Desde o início do ano, moradores da região metropolitana do Rio vêm reclamando da qualidade da água distribuída pela companhia, que já identificou que o problema é causado pela presença de geosmina. A substância produzida por algas não traz prejuízos à saúde, mas altera o gosto e o cheiro da água, que ficam semelhantes aos de terra. Para resolver o problema, a Cedae está se preparando para usar carvão ativado na Estação do Tratamento de Água (ETA) Guandu na semana que vem.

Moradores também têm postado fotos e reclamado de água turva, mas, em uma entrevista coletiva à imprensa, o presidente da companhia, Hélio Cabral, atribuiu o problema à falta de limpeza das caixas d’água dos usuários.

Source: Exame Gestão Positiva

Gilberto Xandó protagonizou uma das maiores transformações empresariais no mercado de bens de consumo brasileiro na última década. Entre 2011 e 2019 ele comandou a fabricante de lácteos Vigor, dona também de marcas como Danúbio e Faixa Azul. Foi um período turbulento, em que o grupo J&F, controlador da companhia, colocou o negócio à venda para focar a operação do frigorífico JBS. Desde 2017, a Vigor é controlada pelo laticínio mexicano Lala. Após um acordo com os novos controladores de permanecer no cargo por dois anos, Xandó deixou o posto no dia 31 de dezembro e agora estuda novas empreitadas no mercado de consumo. “Transformamos a percepção do público com a Vigor”, disse o executivo a EXAME. “É o tipo de lição que vale para qualquer negócio”.

Qual foi a maior transformação da Vigor nesses nove anos de gestão?

Viramos uma marca aspiracional, o que era impensável em 2011. Nós fizemos coisas simples que conseguiram transformar a percepção de uma empresa. Culminou num negócio de venda para estratégico. A empresa foi comprada a 1 bilhão e foi vendida a quase 6. Essa história da companhia pode ajudar outros negócios no Brasil. Não é impossível.Alguns até trouxe de volta. A Vigor era uma empresa que faturava 1,2 bilhão de reais e hoje fatura quase 4 bilhões. O Ebitda passou de 50 milhões para 200 milhões em 2018.

A empresa era focada nas classes C e D quando o senhor assumiu. Isso era um problema?

Para ganhar dinheiro no mercado lácteo é preciso se posicionar para quem tem dinheiro. Para isso era preciso ter ambição de ser protagonistas no mercado, para brigar com Nestlé e Danone. Os produtos tinham nível baixo de gordura e de sabor. Mudamos a fórmula de todos. Também era preciso inaugurar áreas que não existiam, como marketing e planejamento.

Como mudar sem que a equipe ache que fazia um trabalho ruim?

Mostramos que, se queremos ter posicionamento de marca para brigar como Danone e Nestlé, era preciso mudar. As pessoas entendem isso. O foco estava em volume, que trazia margem pequena no fim do ano. Mudamos a fórmula, as embalagens, a comunicação com o consumidor, e a precificação. Nunca pensamos pequeno. O redesenho de embalagem foi com uma empresa referência na Califórnia que fez a marcado Facebook e do Google.

O que foi mantido?

Fiquei 21 anos na Sadia, uma empresa que traz um ensinamento. Nos bons tempos da Sadia sempre houve a preocupação de valorizar quem conhecia o negócio, o que depois foi se perdendo. O conhecimento está nas pessoas. Trouxemos de volta para a empresa o João Fernando, comprador de leite que havia sido mandado embora. Ele conhece as vacas de alguns dos 3 500 fornecedores pelo nome. Não podemos abrir mão desse tipo de pessoa. No fim do ano ele fez 52 anos de empresa. Sem ele, tínhamos perdido 30% no volume de leite.

O lançamento do iogurte grego foi o maior marco de sua gestão?

Sim. Vim da natura, de onde 80% do faturamento vem de produtos lançados nos últimos 24 meses. Cheguei aqui e a métrica era 3,5%. Pus uma meta aleatória, de 35%, para provocar uma ruptura. Ficou claro que precisávamos de um novo produto relevante. Aí veio o grego. Era preciso um marco de mudança de patamar. Isso mobilizou a companhia. O grego já era 50% da gôndola nos Estados Unidos, mas aqui no Brasil ainda não existia. Por que não podia ser referência aqui também? A Danone já brigava com a Chobani lá, mas não trouxe o produto ao Brasil, com a impressão de que não tinha renda nem público para esse produto. Mas aí nós entramos, em 2013.

Por que é tão difícil lançar um produto emblemático?

Poucas companhias têm produtos que mudam o setor. O iPhone é o exemplo mais emblemático. Queríamos ter três gregos por ano, que inaugurassem uma categoria e virassem referência. É muito difícil de fazer. Mas toda empresa de consumo precisa ter um processo de inovação pujante, com coisas que ativem o mercado e motivem a equipe.O grego forçou toda a empresa a mudar de patamar. Hoje compramos o mesmo volume de leite de oito anos atrás, mas multiplicamos os resultados.

Qual a próxima aposta?

Um objetivo nos últimos anos foi fazer dos queijos um negócio relevante. É um negócio de 700, 800 milhões de faturamento, com enorme capacidade de crescimento. Desde 2011, vem crescendo 20 a 22% ao ano. Ano passado anunciamos que quintuplicamos a fábrica de Faixa Azul. Antes o vendedor vendia iogurte, queijo e leite. Agora temos gente dedicada, que acorda, almoça e dorme pensando em queijo. Perdemos sinergia, mas ganhamos foco. A arla foods tinha 8% do negócio e era sócia há 37 anos. Mas a marca danúbio era meio a meio.

Como o senhor blindou a empresa dos contratempos dos controladores?

A Vigor é cascuda, porque já tinha passado por momentos como esse — foi comprada pela família Mansur, depois pela Bertin, depois pela JBS. As pessoas estavam sendo reconhecidas, e sabiam que a conjuntura forçava uma venda. Em 2017 criamos um processo de concorrência, que teve 11 interessados. O fato de termos sido vendidos para uma empresa do setor, a Lala, também ajudou.

Qual o plano de médio e longo prazo para a Vigor?

Continuar crescendo no Brasil — hoje 50% de nossas vendas são feitas no estado de São Paulo, ante 85% de 2011. A meta é crescer em outros estados. Para crescer no Nordeste podemos precisar de novas fábricas. A Lala tem também o desafio de elevar a rentabilidade — no México, a margem ebitda é de 12% a 14%, mas no Brasil é 7%. O mercado brasileiro é muito difícil.

Source: Exame Gestão Positiva

As últimas imagens da Austrália são do que pesadelos são feitos: paredes de fogo, céus cor de sangue, moradores amontoados nas praias tentando escapar do Inferno. Os incêndios florestais têm sido tão intensos que estão gerando “tornados de fogo” poderosos o suficiente para capotar caminhões de grande porte.

A questão é que o verão de fogo da Austrália é só o último da série de eventos climáticos desastrosos que vêm acontecendo ao longo do último ano; inundações nunca vistas antes na região central da América, uma onda de calor que fez as temperaturas chegarem a 50,5ºC, outra que trouxe temperaturas sem precedentes à maioria da Europa.

E todas essas foram catástrofes relacionadas ao aquecimento global.

Notem que eu disse “relacionadas ao” em vez de “causadas pelo” aquecimento global. Esta é uma distinção que tem atordoado muita gente ao longo dos anos. Todo evento meteorológico individual tem múltiplas causas, o que era um dos motivos pelos quais os jornais costumavam evitar mencionar o provável papel das mudanças climáticas nos desastres naturais.

Nos últimos anos, porém, os cientistas do clima vêm tentando pôr fim a essa confusão e passaram a falar em “atribuições a eventos extremos”, que foca em probabilidades: Você não pode necessariamente afirmar que as mudanças climáticas causaram uma onda de calor específica, mas você pode se perguntar quanta diferença o aquecimento global faz na probabilidade daquela onda de calor acontecer. E a resposta, normalmente, é muita diferença: O aquecimento global torna muito mais prováveis os tipos de eventos climáticos extremos que nós estamos vendo.

E ainda que haja um grande volume de aleatoriedade em termos de previsões meteorológicas, na prática esta aleatoriedade torna as mudanças climáticas muito mais prejudiciais em seus estágios iniciais do que a maioria das pessoas pensa. Em nossa trajetória atual, a Flórida como um todo uma hora vai ser engolida pelo mar, mas muito antes disso acontecer, o níveis dos mares em alta vão tornar os episódios de tempestades catastróficas comuns. Muito da Índia em algum momento vai se tornar inabitável, mas as ondas de calor e as secas mortais vão fazer muito mais vítimas bem antes de chegarmos a esse ponto.

Entendam assim: Ainda que vá levar gerações para as consequências plenas do aquecimento global darem totalmente as caras, haverá muitos desastres pontuais e temporários no caminho. O Apocalipse vai virar o novo normal – e isso está acontecendo bem diante dos nossos olhos.

A grande pergunta é se a proliferação de desastres relacionados ao clima enfim vai ser suficiente para acabar com a oposição à ação.

Há alguns sinais de esperança. Um é que a imprensa vem se mostrando muito mais disposta a falar sobre o papel das mudanças climáticas nos eventos meteorológicos.

Há pouco tempo, o mais comum era ler artigos sobre ondas de calor, inundações e secas que pareciam fazer enormes esforços para evitar falar em aquecimento global. Minha impressão é que os repórteres e editores finalmente estão superando esse bloqueio.

O público também parece estar prestando mais atenção, com uma preocupação sobre as mudanças climáticas crescendo de modo significativo ao longo dos últimos anos.

A má notícia é que a crescente conscientização climática nos Estados Unidos em grande parte tem sido entre os democratas; a maioria da base republicana não se abala.

Além disso, o extremismo antiambiental dos políticos conservadores, se é que mudou, vem se tornando ainda mais intenso à medida que a posição deles se torna insustentável do ponto de vista intelectual. A direita costumava fingir que havia uma disputa científica séria sobre a realidade do aquecimento global e suas causas. Agora os republicanos, e o governo Trump em particular, estão simplesmente se tornando hostis à ciência em geral. E aí, será que os cientistas também vão passar a fazer parte do estado subterrâneo?

Além de tudo, este não é um problema somente americano. Mesmo agora, com a Austrália em chamas, o governo atual do país está reafirmando seu compromisso à indústria do carvão e ameaçando criminalizar o boicote a empresas ecologicamente destrutivas.

A ironia doentia da situação atual é que o antiambientalismo está se tornando mais extremo justamente no momento em que as probabilidades de uma ação decisiva deveriam estar melhores do que nunca. Por um lado, os perigos do aquecimento global não são mais previsões sobre o futuro: Nós podemos ver os danos agora, embora isso seja só um aperitivo dos horrores que ainda vêm aí.

Por outro, reduções drásticas nas emissões de gases do efeito estufa agora parecem notavelmente fáceis de se conseguir, ao menos do ponto de vista econômico. Em especial, tem havido tantos avanços tecnológicos em energias alternativas que o governo Trump está tentando desesperadamente intervir a favor da indústria do carvão contra a competição das fontes de energia solar e eólicas.

Ou seja, será que a política ambiental vai ter um papel de destaque na campanha presidencial dos EUA de 2020? A maioria dos democratas parece ter poucas intenções de fazer dela um grande tema, e eu consigo entender o porquê: Historicamente, a ameaça que a política ambiental da direita representou tem parecido abstrata, distante e difícil de enfrentar comparada, digamos, às tentativas republicanas de pôr abaixo o Obamacare.

Mas a onda súbita de catástrofes associadas às mudanças climáticas pode estar mudando a conta política. Não sou especialista em campanhas, mas me parece que os candidatos talvez possam conseguir algum apoio com anúncios mostrando os recentes incêndios e dilúvios e destacando que o presidente Trump e seus amigos estão fazendo tudo o que podem para criar mais desastres desta natureza.

Pois a verdade é que as políticas ambientais de Trump são a pior coisa que ele está fazendo com a América e com o mundo. E os eleitores deveriam saber disso.

Source: Exame Gestão Positiva

Chegou na manhã desta sexta (17) à Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, na Baixada Fluminense, o primeiro dos três caminhões com o maquinário que vai ser utilizado pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) para aplicar carvão ativado na água, método para combater a presença de geosmina.

A substância é produzida por algas e deixou a água distribuída para a região metropolitana do Rio de Janeiro com gosto e cheiro de terra. Segundo especialistas, a geosmina não é prejudicial à saúde, mas sua presença vem gerando queixas dos consumidores e um aumento da demanda por água mineral.

Pelo tamanho do equipamento, o transporte precisa ser feito durante a noite. Mais dois caminhões devem chegar ainda neste fim de semana à estação da Cedae.

 

O conjunto inclui um silo, dois tanques de preparo da suspensão do carvão ativado, caixa dosadora e a bomba peristáltica. Segundo a Cedae, a estrutura foi feita sob medida para atender ao porte da estação de tratamento, que é a maior do mundo em produção contínua.

Além da montagem dos equipamentos, é necessário esperar também a chegada do carvão ativado, com saída prevista do Paraná ao meio dia desta sexta. A utilização do carvão na caixa de chegada da estação de tratamento ocorrerá até a próxima semana.

Source: Exame Gestão Positiva

No final do ano passado, a Medida Provisória (MP) 889/2019 criou uma nova modalidade de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS): o saque-aniversário, que permite ao trabalhador fazer retiradas anualmente no mês de seu aniversário. Essa MP, após ser alterada pelo Congresso Nacional, também aumentou o valor do saque imediato (que é outra modalidade de retirada): de R$ 500 para R$ 998, desde que atendidas certas condições. A MP, depois de ser aprovada pelo Congresso, foi convertida na Lei 13.932/2019. Mas ainda tramitam no Senado diversas propostas que alteram as regras do FGTS para, entre outros objetivos, liberar saques para uso em educação e saúde.

Saque-aniversário e saque imediato

O saque-aniversário é opcional e poderá ser retirado a partir de abril deste ano. Ele permite retiradas a cada ano, mas seu valor varia conforme alguns critérios, como o saldo que cada trabalhador tem em sua conta do FGTS. Além disso, quem optar pelo saque-aniversário perde o direito de sacar todo o saldo se for demitido sem justa causa.

Outra modalidade de retirada opcional é o saque imediato, que pode ser feito até 31 de março. Essa retirada pode chegar a R$ 998, desde que atendidas certas condições relacionadas ao saldo do FGTS em julho de 2019. O saque imediato só pode ser feito uma vez (com a exceção daqueles que têm direito aos R$ 998, mas só haviam sacado até R$ 500 antes da alteração que ampliou esse limite até R$ 998).

A lei que criou o saque-aniversário e ampliou o limite do saque imediato também permite retiradas do FGTS caso o trabalhador ou seus dependentes tenham doenças raras.

Para o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que presidiu a comissão encarregada da análise da Medida Provisória 889/2019, as mudanças aprovadas são fundamentais para a economia brasileira, pois os recursos poderão ser aplicados na construção civil, setor importante para a geração de emprego e renda. Ele afirmou ainda que as alterações “desobstruíram a burocracia” relacionada aos saques do FGTS.

“Esperamos que a Caixa Econômica Federal [agente operador do FGTS] possa implementar dentro das políticas do governo a construção de habitações populares, os empréstimos para pessoas físicas e, com isso, movimentar a economia, com geração de emprego e renda”, enfatizou o senador.

Saúde e educação

Entre os projetos em análise no Senado está o PLS 703/2015, que abre mais cinco possibilidades de saque do FGTS motivadas por questões de saúde: doença grave, incapacitante ou rara; doença que demande cuidados permanentes ou de alto custo; doença que necessite de tratamento multidisciplinar; doença ou condição que dispense carência para concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez; e doença ou condição que motive isenção do imposto de renda. O projeto é de autoria do senador Romário (Podemos-RJ).

Presidente da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS), Romário argumenta que o saque em situações de doença grave, por exemplo, é uma questão humanitária: os recursos poderiam garantir novas possibilidades de tratamento ou mesmo o sustento da família.

“Hoje o saque do FGTS é permitido quando o trabalhador ou seus dependentes estão em estágio terminal. Com essa proposta, queremos adequar a lei para que os recursos também possam ser utilizados quando ainda for possível prolongar a vida do trabalhador ou de seu dependente, ou para amenizar seu sofrimento”, declarou.

A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), por sua vez, apresentou o PL 1.232/2019, que permite ao trabalhador sacar o dinheiro de sua conta no FGTS para comprar órteses e próteses para dependentes com deficiência.

Com foco na área da educação, o PL 2.390/2019, do senador Major Olimpio (PSL-SP), permite o saque para pagamento de matrícula e mensalidades escolares em curso superior ou técnico profissionalizante — e isso pode ser feito pelo trabalhador, por seu cônjuge ou pelos dependentes.

O PL 1.540/2019, do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), amplia as possibilidades de saque do FGTS para saúde e educação, seja para pagamento de curso de nível superior ou para cirurgias essenciais à saúde. Styvenson afirmou que a liberação do FGTS nos casos de doenças e cirurgia visam promover justiça social, pois o Sistema Único de Saúde (SUS) não suporta todas as demandas.

“O governo liberou o saque do FGTS para aquecer a economia. Neste caso, é para a saúde pública, para a sobrevivência das pessoas que estão esperando atendimento”, explicou o senador à Rádio Senado.

Saque aos 60 anos

A senadora licenciada Rose de Freitas (Podemos-ES) tem se dedicado a facilitar o acesso do trabalhador ao FGTS por meio de vários projetos. Entre suas propostas está o PL 5.518/2019, que permite ao trabalhador sacar o saldo de sua conta aos 60 anos — de acordo com a regra atual, uma das possibilidades de saque surge quando o trabalhador atinge 70 anos. Rose explica que o intuito é amparar o trabalhador idoso, que, com o avanço dos anos, tem sua renda cada vez mais comprometida com o aumento de gastos decorrente da idade avançada.

Outro projeto de lei da senadora é o PL 5.521/2019, que permite o uso do fundo para aquisição de imóvel na planta, nos termos de regulamento do Conselho Curador do FGTS.

Já o Projeto de Lei (PL) 5.448/2019, também apresentado por Rose, determina que os servidores públicos comissionados (sem vínculo efetivo com a administração pública) também poderão ter acesso ao FGTS.

Outra proposta da senadora, o PLS 524/2018, permite a empresas que utilizam energia solar fotovoltaica em sua matriz energética serem financiadas com recursos do fundo.

O PLS 392/2016, por sua vez, permite o saque mesmo em casos de pedido de demissão por parte do trabalhador.

Também de autoria da senadora, o PL 1.455/2019 estabelece que os trabalhadores que passarem um ano ininterrupto fora do regime do FGTS poderão sacar o benefício a partir do mês de aniversário — hoje, o tempo mínimo exigido é de três anos fora do regime para poder realizar o saque. Rose enfatizou que o desemprego é a razão principal para que o trabalhador fique fora do regime do benefício. Nesse sentido, a senadora entende que ficar um ano sem uma atividade que alimente o fundo já é o suficiente para amparar o cidadão e permitir o saque.

“Basta à ideia equivocada de que o Estado deve tutelar o trabalhador e decidir por ele como investir os seus próprios recursos. O FGTS deve servir para amparar o trabalhador. Por isso, nada mais justo do que autorizar o saque quando o trabalhador permanecer por pelo menos um ano fora do regime do FGTS, ou quando chegar à terceira idade”, disse ela.

Correção monetária

O Projeto de Lei (PL) 3.254/2019, do senador Paulo Paim (PT-RS), prevê que os depósitos feitos nas contas vinculadas do FGTS serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou proposta similar: o PLS 229/2018 prevê a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Além da correção pelo INPC, o projeto de Paulo Paim altera a composição do Conselho Curador do FGTS — órgão que define onde são aplicados os recursos do fundo. Para que haja paridade no conselho, o senador propõe que trabalhadores, empresários e governo tenham exatamente o mesmo número de representantes. Atualmente, o governo tem mais representantes nesse órgão.

O projeto de Paim também determina incidência de juros de 3% ao ano sobre o valor atualizado do saldo do fundo e a imposição de sanções mais rigorosas ao empregador que não fizer os depósitos do FGTS no prazo legal. E, assim como as propostas de Rose de Freitas, permite o saque da conta vinculada quando o trabalhador pedir demissão; quando fizer 60 anos; e após doze meses ininterruptos fora do regime do FGTS.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – A Embaixada da Alemanha no Brasil repudiou a fala do secretário da Cultura, Roberto Alvim, que copiou trechos de um discurso do líder nazista Joseph Goebbels ao apresentar um novo concurso de artes e acabou sendo exonerado.

“O período do nacional-socialismo é o capítulo mais sombrio na história alemã, trouxe sofrimento infinito à humanidade. Alemanha mantém sua responsabilidade. Opomo-nos a qualquer tentativa de banalizar ou glorificar a era do nacional-socialismo”, escreveu a Embaixada no twitter.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) também repudiou a atitude de Alvim e cobrou o afastamento dele do cargo. Em um comunicado, a Confederação diz que o uso do discurso nazista é inaceitável.

“Goebbels foi um dos principais líderes do regime nazista, que empregou a propaganda e a cultura para deturpar corações e mentes dos alemães e dos aliados nazistas a ponto de cometerem o Holocausto, o extermínio de 6 milhões de judeus na Europa, entre tantas outras vítimas. O Brasil, que enviou bravos soldados para combater o nazismo em solo europeu, não merece isso”, destacou.

O governo do presidente Jair Bolsonaro avisou líderes do Congresso nesta sexta-feira que vai exonerar o secretário, de acordo com uma fonte, enquanto Alvim colocou o cargo à disposição.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e uma série de políticos e movimentos cívicos pediram publicamente pela sua saída.

Alvim se defendeu e culpou uma “coincidência infeliz”. O vídeo, no entanto, também traz como música de fundo um trecho da ópera “Lohengrin”, de Richard Wagner, uma das obras preferidas de Hitler.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – O secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, foi exonerado nesta sexta-feira (17), com pouco mais de dois meses no cargo, após repercussão de um vídeo no qual parafraseia o líder nazista Joseph Goebbels.

“Comunico o desligamento de Roberto Alvim da Secretaria de Cultura do Governo. Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro em uma nota.

“Reitero nosso repúdio às ideologias totalitárias e genocidas, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas. Manifestamos também nosso total e irrestrito apoio à comunidade judaica, da qual somos amigos e compartilhamos valores em comum”, completou.

Alvim já havia afirmado, em publicação no Facebook, que tinha colocado o cargo à disposição:

Vídeo

O secretário publicou um vídeo nesta quinta-feira (16) no qual, ao divulgar um novo concurso de artes, ele parafraseou Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista.

Políticos e movimentos cívicos pediram publicamente pela sua saída, incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A fala também foi criticada, entre outros, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e por entidades da sociedade civil, como a Confederação Israelita do Brasil (Conib), assim como pela Embaixada da Alemanha no Brasil.

Alvim se defendeu e culpou uma “coincidência infeliz”. O vídeo, no entanto, trazia como música de fundo um trecho da ópera “Lohengrin”, de Richard Wagner, uma das obras preferidas de Hitler.

Alvim fala o seguinte trecho: “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo – ou então não será nada.”

A fala é bem parecida a um pronunciamento de Goebbels direcionado à diretores de teatro que consta da obra “Joseph Goebbels: Uma biografia”, do historiador alemão Peter Longerich:

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande pathos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada.”

Perfil

Roberto Rego Pinheiro, que usa Alvim como nome artístico, foi nomeado em novembro e antes disso atuava como diretor do Centro de Artes Cênicas (Ceacen) da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Ele foi proprietário, entre 2006 e junho de 2019, do teatro Club Noir, na Rua Augusta, mantido em conjunto com sua esposa, a premiada atriz e diretora Juliana Galdino.

O apoio do casal à candidatura Bolsonaro desde as eleições gerou incômodo em parte da classe artística, atacada pelo hoje presidente e majoritariamente identificada com ideais progressistas.

Em entrevistas, Alvim credita sua reorientação política à descoberta de um tumor no intestino em 2017 e conversão ao catolicismo, além de reclamar de uma suposta perseguição política da esquerda no direcionamento de verbas de fomento.

No final de setembro, Alvim escreveu em suas redes sociais que sentia “desprezo” por Fernanda Montenegro e a chamou de “mentirosa”. O motivo foi uma capa da revista Quatro Cinco Um que trazia a atriz de 89 anos vestida de bruxa numa fogueira de livros.

“A ‘intocável’ Fernanda Montenegro faz uma foto pra capa de uma revista esquerdista vestida de bruxa”, escreveu Alvim. “Na entrevista, vilipendia a religião da maioria do povo, através de falas carregadas de preconceito e ignorância. Essa foto é ecoada por quase toda a classe artística como sendo um retrato fiel de nosso tempo, em postagens que difamam violentamente o nosso presidente”.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo — O nível de utilização da capacidade instalada da indústria brasileira subiu para 78,2% em novembro de 2019, na série dessazonalizada (ajustada para o período).

Com o aumento de 0,3 ponto percentual em relação a outubro, o indicador atingiu o maior nível desde agosto de 2018. As informações estão na pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a entidade, a utilização da capacidade instalada deve fechar 2019 com resultado positivo, apesar do ritmo de crescimento da indústria “frustrante”, especialmente no início de 2019.

Segundo a CNI, o faturamento, o emprego e as horas trabalhadas na produção devem ter fechado o ano com pequenas quedas na comparação com a média de 2018. A massa salarial e o rendimento médio do trabalhador devem ter quedas mais acentuadas, diz a entidade.

A expectativa do setor é que a indústria inicie 2020 mantendo a tendência de recuperação do segundo semestre.

Os Indicadores Industriais mostram que, depois de cinco altas consecutivas, o faturamento real do setor caiu 0,6% em novembro frente a outubro, nos dados dessazonalizados.

De acordo com a CNI, a queda é bem inferior ao crescimento acumulado nos cinco meses anteriores, de 4,3%. Ou seja, o resultado não representa uma reversão da recuperação dos últimos meses, mas, possivelmente, uma acomodação no ritmo de crescimento. No acumulado de janeiro a novembro, o faturamento registra queda de 0,9%.

Pelo segundo mês consecutivo, as horas trabalhadas na produção ficaram estáveis em relação ao mês anterior na série dessazonalizada. No acumulado de janeiro a novembro frente ao mesmo período de 2018, recuaram 0,4%. O emprego também permaneceu estável em novembro em relação a outubro e, no acumulado de janeiro a novembro, apresentou queda de 0,3% na comparação como o mesmo período de 2018.

A massa real de salários caiu 0,1% e o rendimento médio do trabalhador recuou 0,3% em novembro frente a outubro, na série livre de influências sazonais. Os dois indicadores são os que registram as maiores retrações no acumulado do ano. De janeiro a novembro de 2019, a massa real de salários diminuiu 1,5% e o rendimento médio real do trabalhador teve queda de 1,3%.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – A partir de hoje, as consultoras independentes de beleza da Mary Kay vão poder vender os mais de 300 produtos da marca sem precisar de maquininha de cartão nem de dinheiro trocado. Basta que elas tenham o aplicativo de pagamentos iti, do Itaú, instalado no celular.

Essa é a primeira parceria do iti com foco no empreendedor. Para se ter ideia, apenas em dezembro, o app registrou um aumento de 50% na quantidade de transações realizadas para usuários PJ.

Com o aplicativo integrado à plataforma da Mary Kay, as transações podem ser feitas a qualquer hora do dia, sete dias por semana. O valor da venda é debitado na mesma hora, mesmo nas vendas a crédito, sem custo de antecipação e com taxa de 1%. 

“Um dos pontos importantes nesta parceria é o capital de giro: com um retorno financeiro imediato, essas profissionais já conseguem reinvestir no seu negócio para alavancar suas vendas. ”, afirma Lívia Chanes, diretora do iti, em nota.

Pelos cálculos da Associação Brasileira das Empresas de Vendas Diretas (Abevd), o País é o sexto no ranking do segmento de vendas diretas, atrás apenas de Japão, Alemanha, Coreia do Sul, China e Estados Unidos.

 

 

Source: Exame Gestão Positiva

Os cinemas da cidade de São Paulo vão ter que oferecer, no mínimo, uma sessão mensal adaptada a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que implica em luzes levemente acesas, som baixo e sem propagandas. A lei foi publicada nesta quarta-feira (15) no Diário Oficial do Estado e tem 90 dias para entrar em vigor .

A lei tem autoria do vereador Rinaldi Digilio (Republicanos) e foi aprovada pela Câmara Municipal em dezembro. “São Paulo conta com um contingente estimado de quase 250 mil autistas, que não conseguem ir ao cinema, com exceção de projetos especiais. Uma política pública séria vai garantir esse acesso tão necessário para essas pessoas que já são tão excluídas”, disse o vereador.

Pela lei, as sessões deverão ser identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, que será fixado na entrada da sala de exibição.

O descumprimento da lei implicará, primeiramente, em advertência. Se houver reiteração, será aplicada uma multa no valor de R$ 3 mil. Em caso de nova reincidência, a multa aplicada será de R$ 10 mil. O local também poderá ser interditado.

Source: Exame Gestão Positiva

As expectativas de uma alta mais expressiva com a assinatura do acordo comercial entre China e Estados Unidos não se concretizaram. Nesta quinta-feira (16), o Ibovespa subiu 0,25% e terminou o pregão em 116.704,21 pontos.

Os primeiros minutos de sessão, no entanto, sugeriam uma recuperação mais robusta, após o índice ter recuado 1,04% na quarta-feira (15). Pela manhã, a bolsa chegou a subir 0,59% impulsionada pelo IBC-Br de novembro, que subiu 0,18% ante o mês anterior. O dado, conhecido por ser uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), ficou acima das expectativas do mercado, que, segundo pesquisa da agência Reuters, era de uma expansão de 0,1% para o período. 

O cenário só foi se inverter no período da tarde, quando o Ibovespa chegou a perder mil pontos em meia hora e entrou em terreno negativo. O movimento repentino causou alguma surpresa em mesas de negociação. Mais cedo, a ONU (Organização das Nações Unidas) informou que espera que o Brasil cresça 1,7% em 2020 –  abaixo da projeção da pesquisa Focus, que aponta para um crescimento de 2,4%.

“O investidor brasileiro não dá muita importância [para a perspectiva da ONU], é mais o estrangeiro. Talvez essa pressão vendedora foi de estrangeiros saíndo da Bolsa”, disse Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos.

Após a queda mais acentuada, o Ibovespa só teve uma recuperação mais forte nos últimos instantes do pregão. 

Os bancos, que vem tendo um ano difícil na Bolsa, foram os que salvaram o índice de mais um queda. Nesta sessão, o destaque ficou para as ações do Bradesco, que subiram 1,43%. Os papéis do Itaú, Bradesco e Banco do Brasil se valorizaram 0,2%, 0,87% e 0,45%, respectivamente.

Já a Petrobras teve uma sessão mista, apesar do petróleo ter operado em alta nesta quinta-feira. As ações ordinárias da estatal subiram 0,32%, mas as preferenciais caíram 0,1%. Os papéis da Vale recuaram 0,52% e também pressionaram o índice para baixo

Source: Exame Gestão Positiva

A Alphabet, companhia-mãe do Google, atingiu pela primeira vez o valor de mercado de 1 trilhão de dólares. A empresa chegou ao patamar trilionário na bolsa no fim da tarde desta quinta-feira 16, em um movimento já esperado pelo mercado no início da semana.

A ação fechou em 1,451,70, alta de 0,87%. Foi o suficiente para avaliar a empresa em 1.001 trilhão de dólares. No último ano, os papéis da companhia vinham em uma crescente e acumularam alta de mais de 30%. Só no último mês, a empresa ganhou quase 1 bilhão em valor de mercado.

Até agora, as únicas empresas de capital aberto com valor trilionário eram as americanas Apple e Microsoft, de tecnologia, e a petroleira saudita Saudi Aramco. A varejista Amazon também chegou a bater 1 trilhão de dólares em 2018, mas caiu nos meses seguintes e hoje vale 928 bilhões de dólares — mas pode também voltar ao clube do trilhão em algum momento nos próximos meses.

A avaliação trilionária da Alphabet acontece também em um momento de transição na empresa. Em dezembro, saíram da presidência os fundadores Larry Page e Sergey Brin, de 46 anos e no comando há duas décadas. O atual presidente passou a ser o indiano Sundar Pichai, 47 anos, que comandava o Google desde 2016. Ao longo da carreira no Google, Pichai, que veio de família simples na Índia, passou por produtos de sucesso como o navegador Chrome, o pacote Drive, o Gmail e o navegador Android.

A expectativa dos investidores é que Pichai imprima ao Google uma visão mais pé no chão, em detrimento de apostas mais ousadas que os fundadores vinham fazendo. Com Page e Brin no comando, o Google apostou nos últimos anos em serviços como drones, carros autônomos e lentes inteligentes.

O objetivo era diversificar a empresa para se preparar para as tecnologias do futuro, mas os investimentos foram caros. Os novos negócios da Alphabet fecharam 2018, último ano com números completos, com prejuízo de 3,4 bilhões de dólares, ante um lucro de 36 bilhões de dólares do Google. Os resultados de 2019 serão revelados no balanço do quarto trimestre da empresa, a ser divulgado em fevereiro.

A era da tecnologia

A Apple foi a primeira das gigantes americanas a atingir o patamar trilionário, o que aconteceu pela primeira vez em 2018. Após idas e vindas, a empresa hoje vale cerca de 1,4 trilhão. A Microsoft, que atingiu 1 trilhão pela primeira vez em 2019, vale 1,3 trilhão.

As duas ficam atrás da Saudi Aramco, companhia mais valiosa do mundo e cuja abertura de capital na bolsa aconteceu no ano passado. A Saudi chegou a atingir 2 trilhões de dólares em valor de mercado nos primeiros dias de negociação na bolsa, e hoje vale pouco mais de 1,6 trilhão de dólares.

Na Alphabet, apesar dos méritos da empresa, com crescimento de dois dígitos no faturamento trimestre após trimestre, a alta nas ações reflete também um cenário global. Com juros baixos mundo afora e aplicações seguras gerando pouca rentabilidade, muito dinheiro destinado a capital de risco, tanto com investimento em startups quanto em grandes empresas na bolsa. As cinco maiores empresas dos Estados Unidos (Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet e Facebook) ganharam 1,8 trilhão em valor de mercado só no último ano.

Além do cenário econômico, esta também foi uma década em que as empresas de tecnologia reinaram. Esqueça montadoras ou grandes bancos: das cinco maiores empresas dos Estados Unidos, quatro têm o modelo de negócio baseado majoritariamente em tecnologia — com alguma exeção na Amazon, cujo negócio principal é o varejo.

É parte do mesmo movimento que fez os investimentos em capital de risco, que financiam startups, passarem de 36 bilhões de dólares, em 2009, para 287 bilhões no ano passado. Neste cenário, já são mais de 420 startups “unicórnios”, com valor de mercado acima de 1 bilhão de dólares, a maioria nos Estados Unidos e na China (dez dessas startups estão no Brasil).

Os investidores saem justamente em busca de quem serão os novos “Google”, valorizando a ponto de atingir valor de mercado trilionário.

Enquanto isso, pelo lado dessas gigantes de tecnologia, o desafio é continuar crescendo e se antecipando às tendências. Por isso, apesar de arriscada, a diversificação que fez a Alphabet investir nos últimos anos em tecnologias que parecem fora de seu core business, como carros autônomos, pode também ser importante para que a empresa sobreviva a um futuro que tende a ser cada vez mais desafiador.

Que o diga outra empresa do clube das trilionárias, a Microsoft: ao virar as costas aos smartphones no começo dos anos 2000, a empresa não conseguiu mais alcançar a Apple (dona dos iPhone e do sistema iOS) e o Android do Google. A Microsoft só conseguiu se recuperar após a saída do fundador Bill Gates e entrada do atual presidente, Satya Nadella, que vem fazendo a empresa lucrar com serviços em nuvem, jogos e programas por assinatura. A reestruturação da Microsoft sob seu comando, aliás, é parte do motivo pelo qual a empresa passou a valer 1 trilhão de dólares na bolsa.

Os desafios do Google

O Google foi fundado em 1998, na Califórnia, tendo como principal produto o buscador de mesmo nome que tinha como objetivo fazer um grande índice de páginas da internet.

Com o tempo, criou novos produtos e fez uma centena de aquisições, do aplicativo de GPS Waze à plataforma de vídeos YouTube. Longe de focar somente em seu buscador, o Google passou a fazer frente às concorrentes em uma série de segmentos: do Android que passou a brigar com iOS da Apple ao navegador Chrome (que ganhou espaço que outrora era do Internet Explorer, navegador padrão da Microsoft).

A empresa também foi bem-sucedida em optar por lançar um serviço em nuvem para fazer frente ao Pacote Office da Microsoft, o Google Drive, mais leve, gratuito e que não precisava ser instalado nos computadores. O Drive também foi vetor de uma nova frente do Google nos últimos anos, mais voltada a empresas, segmento historicamente dominado pela Microsoft.

Ao mesmo tempo, a empresa ainda concorre com nomes como o Facebook (dono também do Instagram e do WhatsApp) na busca por anúncios. Mais de 90% do faturamento da Alphabet ainda vem com venda de publicidade por meio do Google Ads, que posiciona anúncios tanto nos próprios produtos do Google quanto em sites de terceiros.

Para os próximos anos, além de se antecipar às novas tecnologias, a Alphabet e outras empresas do setor vão enfrentar cada vez mais uma maior pressão de autoridades e órgãos reguladores. O modelo de publicidade de empresas como Google e Facebook é majoritariamente baseado em dados dos usuários, o que começa a ser questionado mundo afora. Nos Estados Unidos, o governo americano multou a Alphabet em 170 milhões de dólares no ano passado por usar dados de usuários para negociar publicidade para crianças no YouTube. Questões de defesa da concorrência também começam a entrar em pauta, e a União Europeia multou a Alphabet em 1,49 bilhão de dólares por impedir anúncios de concorrentes.

De polêmicas a sucessos comerciais, a Alphabet foi responsável por alguns dos produtos de internet mais usados deste milênio. O desafio será equilibrar as apostas com a realidade e manter sua hegemonia nas próximas eras da internet — provando que vale mesmo 1 trilhão.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – A Toyota está investindo 394 milhões de dólares na startup americana Joby Aviaton. A companhia com sede na Califórnia é especializada no desenvolvimento de aeronaves elétricas, tem parceria com a Uber e já recebeu mais de 700 milhões de dólares em investimentos feitos por fundos de venture capital e até pelo governo americano. 

Fundada em 2009 por JoeBen Bevirt, a Joby Aviaton é apenas um braço de uma empresa de tecnologia que também produz câmeras e acessórios eletrônicos.  A startup americana ganhou relevância no mercado com a fabricação de pequenos aviões elétricos semelhantes a drones gigantes. Sem, portanto, a necessidade de longas pistas. As aeronaves podem atingir velocidade máxima de 320 km/h e voam por até 240 quilômetros antes de precisar reabastecer.

Em pouco mais de uma década, a Joby recebeu 721 milhões de dólares em aportes. A última rodada de captação totalizou 590 milhões de dólares. Além da fatia aportada pela Toyota, houve injeção de capital de fundos de venture capital como Intel Capital, Baillie Gifford, Capricorn Investment Group, entre outros.

Além dos fundos de investimento, o negócio também recebeu dinheiro do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, segundo o The Guardian. Em 2018, através do Defense Innovation Unit Experimental (DIUx), projeto experimental do Pentágono, a Joby recebeu quase 2 milhões de dólares do governo americano.

Em dezembro do ano passado veio o anúncio de uma parceria com a Uber. Desde 2018, quando realizou um evento em Los Angeles, a gigante do aplicativo de transporte não esconde que deseja lelevar seus negócios para além das ruas. A ideia era trabalhar em conjunto com fabricantes de aviões elétricos compactos, chamados de Evtol. Daí o interesse na Joby.

Em expansão, a empresa anuncia que há 138 vagas de emprego abertas em seu site oficial. As posições vão desde cientistas de dados e profissionais de programação especializados em tecnologia da informação até profissionais com perfis mais ligados ocm áreas de administração e ciências contábeis.

Source: Exame Gestão Positiva

Estudo mostra que São Paulo é a cidade mais desigual do país quando o assunto é o acesso a emprego. Na capital paulista, os 10% mais ricos têm mais que nove vezes mais empregos disponíveis a uma distância de 30 minutos de caminhada de onde moram que os 40% mais pobres.

A informação está em diagnóstico apresentado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). O levantamento aponta que o acesso a educação, emprego e saúde nas 20 maiores cidades brasileiras se dá de forma desigual quando são analisadas pessoas de diferentes faixas de renda e grupos raciais. Segundo o geógrafo do Ipea Rafael Pereira, o estudo mostra que há um padrão: pessoas brancas e de renda mais alta têm acesso a essas oportunidades e serviços mais próximos de casa.

“Seja caminhando a pé, seja de transporte público, ou de bicicleta, essas pessoas têm facilidade muito maior de acessar oportunidades de emprego, saúde e educação. Essas desigualdades variam muito entre cidades no Brasil, mas são marcantes em praticamente todas as cidades”, afirma ele, que trabalhou em parceria com o Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento.

Segundo o pesquisador, as oportunidades de emprego estão concentradas nos centros urbanos, exigindo maiores deslocamentos e provocando maiores desigualdades. A pesquisa explica que São Paulo tem uma concentração de oportunidades muito distantes entre centro e periferias.

Por outro lado, no Rio de Janeiro os 10% mais ricos têm três vezes mais empregos disponíveis a uma distância de 30 minutos de caminhada a partir de onde moram que os 40% mais pobres, o que pode estar relacionado à presença de comunidades pobres mais próximas da região central.

As desigualdades raciais também ficam claras quando os deslocamentos são analisados. Em Belo Horizonte, Curitiba e Campinas, a população branca têm uma oferta duas vezes maior de serviços de saúde de alta complexidade a uma distância a pé de até 60 minutos de suas residências que a população negra.

Rafael Pereira sugere que uma política de longo prazo que pode reduzir esse problema é o investimento em um desenvolvimento urbano que desconcentre as oportunidades, aumentando a presença de polos empregadores fora dos centros, em locais servidos por transporte público. “É saudável para as cidades distribuir melhor o centro econômico”, avalia ele. “Nas periferias das cidades, é possível encontrar desertos de oportunidades. Têm pessoas morando ali, mas elas têm oferta muito menor de serviços públicos de educação e saúde, e a oferta de serviço de transporte público é mais limitado”.

O geógrafo explica que a pesquisa gerou um banco de dados que está disponível para gestores públicos, pesquisadores e cidadãos interessados. Tanto a íntegra do estudo como uma plataforma digital foram publicados na internet para permitir esse acesso.

A pesquisa faz estimativas de acessibilidade a pé e de bicicleta para as vinte maiores cidades do país, e por transporte público para sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Curitiba.

Por outro lado, pesquisador avalia que as políticas públicas de educação e saúde foram mais bem sucedidas em capilarizar esses serviços. Com exceção de Brasília, a população das maiores cidades brasileiras gasta entre cinco e dez minutos de bicicleta para chegar até uma unidade de ensino médio mais próxima.

Source: Exame Gestão Positiva

Cerca de 9 minutos foi o tempo necessário para se obter uma das primeiras imagens do Rio de Janeiro, captada em janeiro de 1840 por Louis Comte. O tempo, que hoje se reduz a menos de 1 segundo para tirar uma fotografia e já ver o resultado, surpreendeu na época o Jornal do Commercio. “É preciso ter visto a coisa com os seus próprios olhos para poder fazer ideia da rapidez e do resultado da operação”, diz artigo publicado no dia 17 de janeiro daquele ano.

Essa era a primeira vez que um ensaio com um daguerreótipo, primeiro aparelho que possibilitou o processo fotográfico, chegava “do lado de cá”, como anunciou o jornal. A fotografia retrata o chafariz colonial no Largo do Paço, no centro do Rio de Janeiro.

<span class="hidden">–</span>Reprodução de foto de Louis Comte no livro O Oriental-Hydrographe e a fotografia/Reprodução

Foi em busca da história dessa e de outras imagens tiradas na mesma expedição que a historiadora da Universidade Federal Fluminense, Maria Inez Turazzi, começou, em 2001, a investigar a expedição Oriental-Hydrographe, que trouxe para o Brasil e para outros países da América Latina, “o engenhoso instrumento de Daguerre”, como chama do Jornal do Commercio. A pesquisa virou livro: O Oriental-Hydrographe e a fotografia, cuja versão em português conta com apoio do Instituto Moreira Salles (IMS). A publicação será lançada hoje (16), no IMS, no Rio, mas já pode ser acessada na íntegra, na internet.

O Oriental-Hydrographe era, segundo Maria Inez, um projeto ambicioso que pretendia educar jovens da aristocracia francesa para os novos negócios pelo mundo da Marinha Mercante. Isso ocorre em uma época em que a Marinha francesa se reestruturava após as derrotas no período Napoleônico, quando a França era liderada por Napoleão Bonaparte.

A embarcação, que pretendia dar a volta ao mundo, deixou o porto francês de Paimboeuf, em 25 de setembro de 1839, naufragou em 23 de junho de 1840, em águas chilenas, na América do Sul. Ninguém morreu e todos os equipamentos a bordo foram salvos. A expedição sofreu várias críticas devido à postura liberal do capitão e ao abandono por parte de especialistas e professores, que foram deixando o navio ao longo do trajeto.

“Com essa história, ela nunca entrou para os anais da Marinha francesa, dos grandes viajantes, sempre foi uma história encoberta por um silêncio, que é um silêncio em torno de uma experiência fracassada de uma Marinha poderosa que tinha depositado muitas expectativas nesse projeto”, diz Maria Inez. “Mas para nós, nunca foi considerada um fracasso porque, para nós, tinha uma novidade que marcou a história da cultura visual latino-americana desde então”.

A historiadora explica, no entanto, que apesar de ser responsável por integrar a América do Sul ao processo da difusão da fotografia, o daguerreótipo não era a única inovação à bordo e nem o principal objetivo da expedição. “[Havia] um aparelho para moldar fisionomias, que chamava fisionotipo; uma cozinha, que destilava água salgada e transformava em água doce, o que é muito importante para os navios, porque não precisavam levar tanta água doce, podiam abrir os porões para cargas. O navio era cheio de novidades”.

A pesquisa para a publicação foi conduzida em vários países. Maria Inez passou por França, Portugal – onde o daguerreótipo também foi apresentado à rainha, Maria II, mas falhou -, Chile e Uruguai, onde o livro foi editado, pelo Centro de Fotografia de Montevideo. A publicação possui, além da versão em português, versão em espanhol, em inglês e deverá ter também versão em francês.

A obra está escrita, de acordo com a Maria Inez, para atender tanto o público leigo quanto o especializado. Traz no final do livro e de cada capítulo, as referências das informações usadas no texto. O livro traz também tanto fotografias, quanto gravuras e outras imagens, que eram as referências na época.

“Não é uma história da fotografia apenas ou da câmera fotográfica dentro de um navio. É a história de um mundo que está numa expansão de negócios por via marítima e das suas novidades, da cultura europeia. É uma história que tem que articular a presença do aparelho com as relações econômicas, políticas e culturais da época”, diz.

Essa semana, para se preparar para o lançamento da publicação, Maria Inez visitou os pontos que foram há anos, imortalizados. “O Rio continua sendo uma cidade com uma combinação da paisagem construída e da paisagem natural, uma combinação muito singular, muito impactante. Mas, é uma visão que a gente se encanta a distância e continua se chocando com a proximidade”, diz. “Estar sempre em confronto entre a cidade de ontem e a cidade de hoje [nas fotografias e na pesquisa], leva a gente a refletir sobre o significado desse crescimento urbano e das políticas públicas para a cidade. A desigualdade só cresce”.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Segundo análises da agência especial americana Nasa e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a Terra teve a segunda temperatura global mais quente desde o início do registro anual, que aconteceu em 1880, ficando atrás apenas de 2016. Em 2019, as temperaturas tiveram um aumento de 0,88ºC, e se tornou a década mais quente já registrada – e os últimos 5 anos da década foram os mais quentes dos últimos 140 anos.

Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (GISS), informou que, desde 1960, todas as décadas seguintes foram mais quentes do que as décadas anteriores. Desde o final do século XIX, a temperatura média da superfície global aumentou cerca de 1ºC; para efeito de comparação, durante a última Era Glacial, a temperatura global era cerca de 12ºC mais fria do que o comum.

Fazendo uso de modelos climáticos e estatísticas de dados, os cientistas concluíram que o aumento foi gerado pelo aumento de emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

“Atravessamos um território de mais de 2 graus Fahrenheit em 2015 e é improvável que voltemos. Isso mostra que o que está acontecendo é persistente, não um golpe de sorte devido a algum fenômeno climático: sabemos que as tendências de longo prazo estão sendo impulsionadas pelos níveis crescentes de gases de efeito estufa na atmosfera”, disse Schmidt, em comunicado. Confira, abaixo, o vídeo feito pelo GISS para exemplificar a descoberta:

Levando em consideração que as localizações das estações meteorológicas e a prática de medição das temperaturas mudam conforme as décadas, a Nasa estimou que é possível ter apenas 95% de certeza do aumento. Além disso, a dinâmica climática faz com que nem todas as regiões do planeta experimentem a mesma condição de temperatura: enquanto os Estados Unidos tiveram a 34ª  temperatura mais quente desde 1880, o Ártico teve um aumento de temperatura três vezes mais intenso desde 1970.

Essas análises são resultado de uma média das medições de mais de 20 mil estações meteorológicas espalhadas pelo mundo, observações feitas a partir do nível do mar e estações de pesquisa situadas na Antártica, além de levar em conta os efeitos das ilhas de calor urbanas.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – O preço do aluguel de imóveis no país encerrou 2019 em alta de 4,93%, superando a inflação medida pelo pelo IPCA/IBGE (+4,31%) – fato que não ocorria desde 2013. Com efeito, o preço médio de locação residencial apresentou alta real de 0,60% no período de 12 meses. Os dados são do Índice FipeZap de Locação Residencial, que acompanha o preço de aluguel de imóveis em 25 cidades brasileiras.

No ano passado, o preço médio de locação residencial foi de 29,95 reais por metro quadrado. Entre as 11 capitais monitoradas, o município de São Paulo se manteve como a capital com o preço médio de locação residencial mais elevado (R$ 40,10/m²), seguida pelo valor médio do aluguel em Brasília (R$ 31,02/m²), que ultrapassou o registrado para o Rio de Janeiro (R$ 30,65/m²).

Entre as capitais com menor valor de locação residencial em dezembro, destacaram-se: Goiânia (R$ 16,82/m²), Fortaleza (R$ 17,73/m²) e Curitiba (R$ 20,74/m²).

Dezembro 

Em dezembro, o Índice FipeZap de Locação Residencial encerrou o mês com alta nominal de 0,28% em relação a novembro. A variação observada, no entanto, foi inferior ao comportamento da inflação medida pelo IPCA/IBGE no último mês (+1,15%), resultando em uma queda real de 0,86% no preço médio de locação de imóveis residencial. 

Entre as 11 capitais monitoradas, Recife foi aquela que apresentou a maior elevação de preço (+3,10%), seguida pelas altas registradas no preço médio em Florianópolis (+1,21%) e Curitiba (+1,11%).

Já entre aquelas que apresentaram queda no preço médio do aluguel residencial, os maiores recuos foram observados em Salvador (-2,12%), Belo Horizonte (-0,23%) e Goiânia (-0,16%). No âmbito das cidades com maior peso no Índice FipeZap, São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram, respectivamente, altas de 0,28% e 0,12% no preço médio.

Source: Exame Gestão Positiva

A startup de inteligência artificial Olivia anunciou na última quarta-feira, 15, o início de suas operações no Brasil e um aporte de 25 milhões de reais, liderado pelo banco BV. A empresa, criada no Vale do Silício pelos brasileiros Lucas Moraes e Cristiano Oliveira em 2017, usa tecnologia para “ajudar as pessoas a fazer mais com o dinheiro delas”.

Depois de operar por dois anos no mercado americano, o aplicativo chegou em versão teste ao Brasil em julho de 2019 e registrou 30 mil usuários neste período. Agora, com o lançamento oficial, qualquer pessoa com um smartphone Android ou iOS pode baixar a plataforma e começar a receber sugestões de como gastar melhor.

Parte do capital recebido na rodada de investimento liderada pelo banco BV será utilizada pela startup para crescer a base de usuários do produto no Brasil. Além disso, os sócios pretendem investir no desenvolvimento de tecnologia, com a contratação de mais funcionários — hoje são 55 pessoas na equipe.

O banco já havia apostado na tecnologia da Olívia em 2019. Desde o começo do ano passado, mais de 100 mil clientes com cartão de crédito do BV recebem sugestões de como melhorar seus gastos com a assistente virtual “Bevê”.

“Temos clientes que se aconselham com a Bevê antes de realizar uma compra. Ela ajuda com o perfil do gasto, o orçamento, estimulando o consumo consciente”, conta Guilherme Horn, diretor de Estratégia Digital e Inovação do banco.

O resultado positivo com os clientes do cartão foi o que estimulou o banco a investir na tecnologia da Olívia. “Nosso objetivo é explorar todo o potencial da ferramenta, a empresa já tem uma série de novas funcionalidades e melhorias previstas”, afirma Horn.

Sugestões personalizadas

Os serviços da Olívia são gratuitos. Para que o usuário comece a receber dicas, a inteligência artificial precisa ter acesso às suas contas bancárias. Com base no comportamento passado de consumo, a IA prevê gastos futuros e recomenda uma ação para que se economize dinheiro.

“Se o usuário usa muito Uber, mas não é adepto do Uber Cash, a Olívia pode enviar um push indicando o quanto ele economizaria se usasse o serviço pré-pago”, diz Moraes, co fundador da empresa.

Atualmente, podem se conectar à plataforma clientes dos bancos Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Nubank, além dos cartões Alelo, CrediCard, Sodexo, Ticket, Itaucard e American Express emitido pelo Bradesco. Até a metade do ano, a empresa espera ter incluído os outros grandes bancos — Bradesco e Santander — ao seu sistema.

A startup ganha dinheiro com parceiros que queiram oferecer produtos aos usuários da plataforma. No caso de um usuário que costuma viajar em determinada época do ano, por exemplo, a Olívia pode oferecer passagens aéreas mais baratas de empresas parceiras. “Não queremos vender só produtos financeiros. A ideia é ofertar para o usuário produtos que façam sentido na sua rotina e que sejam mais baratos”, diz Moraes. O fundador ressalta que o objetivo da IA é ajudar as pessoas a otimizar seus gastos, já que é difícil mudar padrões de comportamento.

Ao todo, a Olívia já atingiu mais de 500 mil pessoas desde que nasceu em 2017. Em 2020, o principal desafio da empresa é, além de crescer a base de usuários e de ofertas na plataforma, mostrar para os brasileiros o valor das recomendações da IA.

Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – Pesquisadores da Universidade de Medicina de Michigan, nos Estados Unidos, podem ter descoberto uma maneira de fazer com que o corpo  humano se beneficie de um treino na academia sem ao menos sair de casa. Após estudarem, em moscas e camundongos, a classe de uma proteína natural chamada Sestrin, os cientistas descobriram que ela consegue imitar os efeitos do exercício e garante maior resistência.

Para testar a descoberta, os pesquisadores construíram uma espécie de escada rolante, onde treinaram as moscas de Drosophila por três semanas, para comparar seus níveis de resistência e habilidades os de moscas que haviam recebido injeções de Sestrin em seus músculos.

Jun Hee Lee, um dos professores da Universidade envolvidos no estudo, disse em comentário que ele e sua equipe observaram uma melhora na habilidade das moscas com Sestrin, além de terem desenvolvido maior resistência: Propomos que o Sestrin possa coordenar essas atividades biológicas ativando ou desativando diferentes vias metabólicas. Esse tipo de efeito combinado é importante para produzir os efeitos do exercício”, completou.

Essas descobertas são capazes de, eventualmente, auxiliar os cientistas a achar uma maneira de diminuir a perda de massa muscular devido ao envelhecimento – já que analisaram que o Sestrin pode ficar armazenado nos músculos. Lee ainda auxiliou em outro estudo da Universidade Pompeu Fabra, na Espanha, que relatou que o Sestrin consegue prevenir a atrofia de um músculo que fica imobilizado por bastante tempo.

No entanto, suplementos da proteína ainda não serão comercializados: “As sestrinas não são pequenas moléculas, mas estamos trabalhando para encontrar moduladores de pequenas moléculas de sestrina”, disse Lee. Antes de qualquer coisa, é necessário entender como o exercício físico produz a proteína para o organismo – algo que ainda não foi identificado pelos cientistas -, para que suas moléculas possam ser utilizadas como tratamentos futuros.

Source: Exame Gestão Positiva

Em 2019, criei o movimento #UmLivroPorDia, onde publico no meu Instagram @claudiaaugelli dicas e sugestões de leitura no stories, diariamente. Se você curte bons livros … me siga por lá!

Como evangelista da leitura, o meu maior sonho é converter minha audiência em leitores habituais.

Os benefícios da leitura são incontáveis. Melhora a nossa comunicação (oral e escrita), a nossa compreensão do mundo, a nossa criatividade, a nossa paixão pela vida e até o nosso auto conhecimento.

Ler é mergulhar em si e no desconhecido. É fazer amizade com personagens e autores, ter exposição a ideias, crenças e valores diferentes.

Os livros registram a cultura e os costumes de uma determinada época e permitem a propagação do conhecimento no tempo.

Através da leitura podemos acessar mentes brilhantes e até mesmo grandes pensadores que já não estão mais entre nós.

Com os livros você nunca mais vai se sentir só.

Além disso, foi comprovado que o hábito da leitura pode reduzir o estresse, impulsionar o funcionamento do cérebro e até mesmo melhorar a empatia.

Se você está tentando desenvolver o hábito da leitura, comece por um assunto de seu interesse. E estipule uma meta de ler alguns minutos por dia. Essa meta não deve ser nem muito fácil, nem muito difícil. E então, conforme você for ganhando ritmo e tomando gosto pela leitura, desafie-se, aumentando essas doses diárias aos pouquinhos.

Quando perguntam ao professor Leandro Karnal, um ávido leitor, qual é a técnica que ele utiliza para conseguir ler tanto, ele responde: eu tenho uma estratégia mágica, me sento numa cadeira, abro o livro e começo!

=> Bill Gates (2º homem mais rico do mundo), lê em média 50 livros por ano.

=> Warren Buffett (4º homem mais rico do mundo), dedica cerca de seis horas por dia lendo jornais e 500 páginas de balanços de empresas.

=> Mark Zuckerberg (5º mais rico), lê, ao menos, um livro a cada duas semanas.

=> Já Oprah Winfrey credita boa parte de seu sucesso a livros que leu. “Os livros são meu passe para minha liberdade pessoal”. Ela, inclusive, tem um Clube de Leitura em parceria com a Apple.

=> Elon Musk cresceu lendo dois livros por dia, segundo seu irmão.

=> O bilionário Mark Cuban lê mais de três horas por dia.

=> Arthur Blank, co-fundador da Home Depot, lê pelo menos duas horas por dia.

=> O bilionário e empreendedor David Rubenstein lê seis livros por semana.

=> O bilionário Dan Gilbert, dono do Cleveland Cavaliers, lê de uma a duas horas por dia.

=> O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a leitura o ensinou a ser quem ele é e no que acredita.

Como diz Oprah Winfrey, “Não há nada mais emocionante para mim do que ser transportada por um livro incrível, na verdade, a única coisa mais gratificante do que uma leitura extraordinária é poder compartilhar essa experiência com os outros …” 

Sem mais delongas, segue abaixo a lista dos dez melhores livros que li em 2019:

# GERMINAL, Émile Zola 

# O FILHO DE MIL HOMENS, Valter Hugo Mae 

# FORÇA DE VONTADE NÃO FUNCIONA, Benjamin Hardy

# ILUDIDOS PELO ACASO, Nassim Nicholas Taleb

# A BOLA DE NEVE, Alice Schroeder

# O ENGENHOSO FIDALGO DOM QUIXOTE DE LA MANCHA, Miguel de Cervantes

# FACTFULNESS, Hans Rosling (indicação do Bill Gates)

# HÁBITOS ATÔMICOS, James Clear

# BLITZSCALING, Reid Hoffman e Yeh Chris

# UM HOMEM PARA QUALQUER MERCADO, Edward O. Thorp

(*) essa ordem não necessariamente representa minha ordem de preferência.

Dica: na maioria das vezes, comprar livros pela internet é mais barato, porém, não deixe de visitar as livrarias. Tenho o hábito de fazer isso umas 3 vezes por semana, é um dos meus programas favoritos! Meus espaços preferidos são a Livraria da Vila (Al. Lorena, 1731), Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073 ou shopping Iguatemi) e Saraiva (shopping Eldorado).


Bônus

vou deixar a indicação dos 3 perfis que mais gosto no Youtube/Instagram sobre leitura:

TLT – Ligando livros às pessoas, Tatiana Feltrin.

Ler antes de morrer, Isabella Lubrano.

Literatura-se, Mell Ferraz.

Aproveitem para se inscrever nesses canais e acompanhar os reviews super caprichados das meninas.

Por fim, desejo um ano recheado de boas histórias para todos nós!!!

Livros não mudam o mundo,
quem muda o mundo são as pessoas.
Os livros só mudam as pessoas.

Mario Quintana

 

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Cláudia Augelli

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Source: Exame Gestão Positiva

São Paulo – A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) afirmou nesta quarta-feira (15) que a água que chega à casa da população fluminense não oferece riscos à saúde.

Em coletiva de imprensa, dirigentes da companhia confirmaram que uma substância chamada geosmina, produzida por algas, tem causado alterações na cor e no cheiro da água. Ainda assim, voltaram a alegar que as interferências não comprometem a saúde dos consumidores. “Não existe risco em função do gosto da água que estamos observando”, garantiu o gerente de controle de qualidade da água, Sérgio Marques.

A companhia informou ainda que a água voltará ao normal na próxima semana. Isso porque a empresa comprou carvão ativado – que tem um papel fundamental na purificação da água.

A Cedae afirmou, no entanto, que os reservatórios residenciais ainda podem ficar com a presença da substância por “bastante tempo”, mesmo depois da solução do problema no reservatório. A limpeza total, segundo a companhia, vai depender do consumo das caixas d’água de cada residência.

O presidente da Cedae, Hélio Cabral, chegou a pedir desculpas à população pelos transtornos e informou que R$ 713 milhões serão investidos na empresa até 2022. “Apesar de Guandu [Estação de Tratamento de Água] estar produzindo água de qualidade, a gente entendeu que precisava fazer uma modernização. Em dois ou três anos teremos um Guandu moderno e atualizado”, explicou.

Desde o início do mês, moradores de vários bairros da capital e da Baixada Fluminense vêm reclamando da cor turva, do cheiro e do gosto diferenciados da água distribuída à população.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) chegou a fazer vistoria nas instalações da Cedae, em Nova Iguaçu, para verificar as condições dos equipamentos e a qualidade do tratamento da água da estação que funciona no Rio Guandu.

Source: Exame Gestão Positiva